Política ELEIÇÕES 2026
SUS, Master, Lulinha e facções: veja o que foi assunto no debate da Band
O encontro marca o primeiro embate direto entre Lula e Flávio Bolsonaro nesta campanha. Nenhum dos dois participou dos debates no 1º turno
18/10/2026 23h30
Por: Felipe Vilar Fonte: Band
Foto: Renato Pizzutto/Band

O primeiro debate presidencial do segundo turno das Eleições 2026 colocou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) frente a frente pela primeira vez desde o início das campanhas. O embate ocorrido na noite deste domingo (18), nos estúdios do Grupo Bandeirantes de Comunicação, na Zona Sul de São Paulo, foi marcado por ataques, críticas e confronto de ideias.

Ao chegar à sede da emissora, Flávio Bolsonaro afirmou que o debate seria uma oportunidade de "esfregar verdades" na cara do oponente e criticou a campanha do adversário. Já o presidente Lula declarou esperar que o encontro fosse uma "aula de civilidade" e ressaltou que compareceu ao programa para discutir propostas para o país.

Segurança pública e legislação penal

O tema da segurança pública gerou duelos intensos entre os postulantes. Flávio Bolsonaro defendeu declarar "guerra ao narcoterrorismo" e reclassificar facções como o Primeiro Comando da capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações narcoterroristas.

O senador prometeu alterar a Constituição para aprovar a castração química para estupradores, a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes hediondos e o fim do benefício da saída temporária ("saidinha") de presos.

Em resposta, Lula defendeu a manutenção da saída temporária apenas para detentos do regime semiaberto com bom comportamento, ressaltando que o benefício não se aplica a condenados por crimes hediondos.

 
 
 
 
 
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O petista criticou o rival por não ter apoiado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) enviada pelo governo para que a União atue de forma coordenada no setor, sustentando que os estados fracassaram na gestão isolada da segurança.

Saúde Pública e a Gestão do SUS

Na área da saúde, Flávio Bolsonaro apresentou a proposta de criar o "SUS padrão Einstein", anunciando ter convidado Cláudio Lottenberg para chefiar o Ministério da Saúde, e defendendo um Prontuário Único Eletrônico vinculado ao CPF para integrar exames e atendimentos via telemedicina.

O candidato do PL fez um "mea culpa" sobre os resultados na área durante a gestão de Jair Bolsonaro na pandemia, argumentando que se tratou de um cenário inédito no qual o ex-presidente "deu o seu melhor" e adquiriu vacinas.

O presidente Lula rebateu a declaração indagando se a proposta significaria privatizar o SUS e voltou a criticar a condução da pandemia pela administração anterior, destacando as mais de 720 mil mortes e apontando falta de respaldo científico na época.

Economia, Trabalho e Desenvolvimento

No bloco de economia e produtividade, Flávio propôs a criação do Ministério da Prosperidade para gerir programas sociais, além de defender a renegociação de dívidas familiares e a classificação da internet como infraestrutura essencial para conectar escolas e hospitais. O candidato do PL também explicou seu voto à favor do fim da escala 6x1 após falar ser contra a medida. Ele afirmou ter ouvido o desejo do povo.

Lula, por sua vez, enfatizou a importância da distribuição de renda e destacou investimentos de R$ 725 bilhões no programa Nova Indústria do Brasil, apontando o crescimento de 3,4% no PIB industrial. O candidato à reeleição prometeu investir na capacitação de jovens em engenharia e matemática e defendeu o reajuste do salário mínimo acima da inflação para trabalhadores e aposentados.

Roberta Luchsinger, caso Lulinha e sigilos bancários

O confronto também foi marcado por trocas de acusações pessoais. Flávio Bolsonaro questionou o presidente sobre declarações da empresária Roberta Luchsinger e cobrou esclarecimentos sobre os custos de vida do filho do mandatário, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), no exterior. Lula afirmou que seu filho abriu voluntariamente os sigilos bancário e telefônico para investigação, enfatizando que "no meu mundo ninguém se esconde".

 
 
 
 
 
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Além disso, Lula acusou Flávio de propagar desinformação no caso Banco Master e fez um desafio direto ao senador para que ambos abram os sigilos bancários e telefônicos de suas famílias perante o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral antes do pleito.

 
 
 
 
 
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Fonte: Band