Uma moradora de Patos procurou o Patos Online nesta quarta-feira (21) para relatar dificuldades na obtenção de transporte para a mãe, Francisca dos Santos Morais, paciente oncológica que realiza sessões de quimioterapia semanalmente no Hospital São Vicente de Paulo, em João Pessoa. Segundo a filha, Alessandra, a família foi informada de que não seria possível disponibilizar uma ambulância para a próxima viagem após o para-brisa do veículo utilizado anteriormente apresentar uma trinca.
De acordo com o relato, o problema aconteceu na quarta-feira da semana passada (14), quando mãe e filha retornavam de João Pessoa. Durante o percurso, uma pequena pedra atingiu o vidro da ambulância, provocando uma trinca.
Alessandra afirma compreender a necessidade de reparo do veículo, mas questiona a informação de que não haveria outro transporte disponível para levar a mãe à capital, onde ela precisa dar continuidade ao tratamento.
“Eu entendi essa questão, só que o que eu não entendi foi o fato de ele falar que não tem transporte, que não tem mais transporte para levá-la, porque eu sei que tem”, relatou.
Segundo Alessandra, a mãe está acamada e enfrenta limitações físicas decorrentes da doença. Francisca possui seis fraturas na coluna, que, conforme a filha, são sequelas do câncer, e sente dores quando permanece sentada por períodos prolongados.
Por esse motivo, a família afirma que o deslocamento em ambulância é necessário para que a paciente consiga percorrer o trajeto entre Patos e João Pessoa, que exige várias horas de viagem.
Alessandra conta que já havia enfrentado dificuldades para conseguir o transporte em ocasiões anteriores e que precisou insistir para que a ambulância fosse disponibilizada. Agora, teme que a falta de um veículo impeça a mãe de comparecer às sessões de tratamento.
“Ela só consegue viajar de ambulância, porque é uma paciente oncológica acamada. Ela tem seis fraturas na coluna e não consegue ficar muito sentada, porque sente dores”, explicou.
A filha relata que o responsável pelo transporte de pacientes em Patos entrou em contato com ela na terça-feira (20), informando que não seria possível realizar a viagem prevista para o dia seguinte. Segundo Alessandra, a justificativa apresentada foi o agravamento da trinca no para-brisa e a indisponibilidade de outro transporte.
Ela questiona a falta de uma alternativa para atender à necessidade da mãe e pede que o caso seja avaliado pelos responsáveis pelo serviço.
“Passou uma semana para o rapaz responsável pelas ambulâncias me ligar e falar que não ia dar certo ou que ia conseguir o transporte, porque não tem condições de, aqui dentro de Patos, ter só um transporte para fazer essa locomoção de pacientes doentes”, afirmou.
Alessandra também criticou o que considera dificuldades recorrentes para conseguir o serviço e pediu providências para que a mãe possa continuar realizando o tratamento em João Pessoa.
O Patos Online encaminhou o caso para a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde, mas não obteve um posicionamento até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Por Patos Online