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Filha relata dificuldade para conseguir transporte para a mãe, residente em Patos, que realiza tratamento contra o câncer em João Pessoa
Alessandra afirma que a mãe, Francisca dos Santos Morais, precisa de ambulância semanalmente para realizar quimioterapia na capital paraibana e relata que o serviço foi suspenso após uma pequena trinca no para-brisa do veículo
21/10/2026 23h00 Atualizada há 1 hora
Por: PATOS ONLINE Fonte: Patos Online
Imagem ilustrativa (Foto: Reprodução)

Uma moradora de Patos procurou o Patos Online nesta quarta-feira (21) para relatar dificuldades na obtenção de transporte para a mãe, Francisca dos Santos Morais, paciente oncológica que realiza sessões de quimioterapia semanalmente no Hospital São Vicente de Paulo, em João Pessoa. Segundo a filha, Alessandra, a família foi informada de que não seria possível disponibilizar uma ambulância para a próxima viagem após o para-brisa do veículo utilizado anteriormente apresentar uma trinca.

De acordo com o relato, o problema aconteceu na quarta-feira da semana passada (14), quando mãe e filha retornavam de João Pessoa. Durante o percurso, uma pequena pedra atingiu o vidro da ambulância, provocando uma trinca.

Alessandra afirma compreender a necessidade de reparo do veículo, mas questiona a informação de que não haveria outro transporte disponível para levar a mãe à capital, onde ela precisa dar continuidade ao tratamento.

“Eu entendi essa questão, só que o que eu não entendi foi o fato de ele falar que não tem transporte, que não tem mais transporte para levá-la, porque eu sei que tem”, relatou.

Paciente precisa de transporte adequado

Segundo Alessandra, a mãe está acamada e enfrenta limitações físicas decorrentes da doença. Francisca possui seis fraturas na coluna, que, conforme a filha, são sequelas do câncer, e sente dores quando permanece sentada por períodos prolongados.

Por esse motivo, a família afirma que o deslocamento em ambulância é necessário para que a paciente consiga percorrer o trajeto entre Patos e João Pessoa, que exige várias horas de viagem.

Alessandra conta que já havia enfrentado dificuldades para conseguir o transporte em ocasiões anteriores e que precisou insistir para que a ambulância fosse disponibilizada. Agora, teme que a falta de um veículo impeça a mãe de comparecer às sessões de tratamento.

“Ela só consegue viajar de ambulância, porque é uma paciente oncológica acamada. Ela tem seis fraturas na coluna e não consegue ficar muito sentada, porque sente dores”, explicou.

Filha cobra alternativa para manter tratamento

A filha relata que o responsável pelo transporte de pacientes em Patos entrou em contato com ela na terça-feira (20), informando que não seria possível realizar a viagem prevista para o dia seguinte. Segundo Alessandra, a justificativa apresentada foi o agravamento da trinca no para-brisa e a indisponibilidade de outro transporte.

Ela questiona a falta de uma alternativa para atender à necessidade da mãe e pede que o caso seja avaliado pelos responsáveis pelo serviço.

“Passou uma semana para o rapaz responsável pelas ambulâncias me ligar e falar que não ia dar certo ou que ia conseguir o transporte, porque não tem condições de, aqui dentro de Patos, ter só um transporte para fazer essa locomoção de pacientes doentes”, afirmou.

Alessandra também criticou o que considera dificuldades recorrentes para conseguir o serviço e pediu providências para que a mãe possa continuar realizando o tratamento em João Pessoa.

O Patos Online encaminhou o caso para a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde, mas não obteve um posicionamento até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para esclarecimentos. 

Por Patos Online