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Família de bebê com hidrocefalia busca avaliação especializada em neurocirurgia
Maria Elisa Arruda da Costa, de 1 ano e 4 meses, tem hidrocefalia e outras condições neurológicas e está em ventilação mecânica para tratar uma pneumonia broncoaspirativa.
28/10/2026 17h47 Atualizada há 2 horas
Por: PATOS ONLINE Fonte: Patos Online

A família da pequena Maria Elisa Arruda da Costa, de 1 ano e 4 meses, busca uma nova avaliação de neurocirurgia para a criança, que está internada no Hospital Infantil de Patos desde o dia 15 de outubro. A bebê possui hidrocefalia, lisencefalia e encefalopatia crônica, além de utilizar traqueostomia e gastrostomia.

Segundo informações repassadas pela família, Maria Elisa está em tratamento contra uma pneumonia, mas seu quadro clínico tem gerado preocupação, principalmente diante da suspeita de que um possível problema no funcionamento da válvula utilizada no tratamento da hidrocefalia esteja agravando sua condição.

A família acredita que uma avaliação especializada possa ajudar a esclarecer o quadro neurológico e as possibilidades de tratamento. O pedido foi encaminhado à reportagem com o objetivo de buscar orientação médica especializada.

De acordo com o relato de familiares, Maria Elisa nasceu em São Luís, no Maranhão, e passou aproximadamente dez meses hospitalizada. Durante esse período, foi submetida a procedimentos para colocação de traqueostomia e gastrostomia, dispositivos que auxiliam, respectivamente, na respiração e na alimentação.

Há cerca de quatro meses, a criança veio morar com a mãe em Patos. A família também enfrenta dificuldades financeiras e aguarda uma decisão judicial relacionada à concessão de um benefício para a menina.

A avó materna, Sandra Arruda Campos, que acompanha a criança no hospital desde domingo, afirma que a família está preocupada com a evolução do quadro e deseja uma avaliação de um neurocirurgião com experiência em casos de hidrocefalia e válvulas de derivação.

“Eu queria que tivesse um cirurgião que pudesse ir até o hospital para fazer uma avaliação da cabecinha dela. Agradeceria muito. É para ver se um médico que entenda da criança que usa válvula pudesse dar uma palavra por ela”, relatou um familiar à reportagem.

Segundo a família, Maria Elisa passou por avaliações de neurocirurgiões em Campina Grande no mês passado, mas retornou sem indicação de intervenção cirúrgica naquele momento. Os parentes agora temem que a condição tenha mudado e defendem uma nova análise especializada.

Família explica recusa de transferência

A família também relatou dificuldades para conseguir uma transferência que possibilite uma avaliação mais aprofundada. Segundo os parentes, houve uma oportunidade de encaminhamento para Campina Grande, mas a avó demonstrou resistência em aceitar uma nova transferência diante da experiência anterior, que, segundo ela, não trouxe as respostas esperadas.

“Não é porque nasceu com essa deficiência que a pessoa vai deixar de socorrer, de procurar uma busca melhor. Ela está lutando pela vida desde que nasceu”, afirmou a familiar, ao defender que a criança tenha acesso à avaliação necessária.

A avó questiona ainda se existem condições para que a menina seja transferida com segurança e pede esclarecimentos sobre as possibilidades de atendimento especializado.

Hospital informa que criança está em estado geral comprometido, porém estável

Em resposta à reportagem, o hospital informou que Maria Elisa possui encefalopatia crônica e hidrocefalia e se encontra em estado geral comprometido, porém estável, com suporte de ventilação mecânica.

Segundo a unidade, a criança está em tratamento para pneumonia broncoaspirativa e infecção urinária.

O hospital também esclareceu que a bebê já foi avaliada por um neurocirurgião e que conseguiu uma vaga para transferência para Campina Grande. Conforme a unidade, a família recusou o encaminhamento e assinou um termo formalizando a decisão, mesmo após a equipe tentar convencê-la a aceitar a transferência.

A família, por sua vez, confirma que houve recusa, mas explica que a decisão está relacionada à preocupação com a experiência anterior e ao desejo de obter esclarecimentos sobre a condição da criança antes de um novo deslocamento.

A reportagem registra as informações fornecidas pela família e pelo hospital, sem atribuir responsabilidade pelo quadro clínico da criança.

A família disponibilizou o contato caso algum especialista na área possa se solidarizar e realizar uma avaliação: Sandra Arruda Campos, avó de Maria Elisa — (83) 99878-8947.