O delegado Braz Morroni e o investigador Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca”, foram exonerados dos cargos que ocupavam na Polícia Civil da Paraíba. Os dois estão presos desde 2 de junho deste ano, quando foram alvos da Operação Perfídus, que investiga um suposto esquema de desvio de drogas apreendidas.
As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (29). Apesar da medida, os dois permanecem vinculados à instituição, mas foram afastados das respectivas funções.
Braz Morroni atuava na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Segundo as investigações, ele é suspeito de participar do desvio de entorpecentes, receber parte dos lucros obtidos com a revenda das drogas e utilizar sua posição hierárquica para proteger integrantes do grupo investigado.
Já Eduardo Jorge, conhecido como “Mão Branca”, é apontado como suspeito de atuar diretamente na retirada de drogas apreendidas, além de participar do monitoramento de carregamentos, manipulação de rastreadores e armazenamento dos entorpecentes.
Em agosto, a Justiça da Paraíba aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra oito investigados na Operação Perfídus, incluindo Braz Morroni, Eduardo Jorge e o agente Everton Aires.
De acordo com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os denunciados são suspeitos de integrar uma organização criminosa armada que teria atuado na apropriação de carregamentos de drogas pertencentes a facções rivais, posteriormente reinseridos no comércio ilegal.
O grupo também é acusado de lavagem de dinheiro, por meio da ocultação da origem dos valores obtidos com as supostas atividades criminosas.
A Operação Perfídus foi realizada em conjunto pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
O processo segue em tramitação na Justiça, e as acusações ainda dependem de julgamento definitivo.
Por Patos Online
Com informações do g1 PB