Policial OPERAÇÃO PERFÍDUS
Delegado e investigador presos por suspeita de desvio de drogas são exonerados de cargos na Polícia Civil da Paraíba
Afastamentos foram publicados nesta quinta-feira (29); ambos são réus na Justiça
29/10/2026 11h20
Por: Higor Oliveira Fonte: Patos Online
Everton Aires (Bomba), Eduardo Jorge (Mão Branca) e Braz Morrone — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

O delegado Braz Morroni e o investigador Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como “Mão Branca”, foram exonerados dos cargos que ocupavam na Polícia Civil da Paraíba. Os dois estão presos desde 2 de junho deste ano, quando foram alvos da Operação Perfídus, que investiga um suposto esquema de desvio de drogas apreendidas.

As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (29). Apesar da medida, os dois permanecem vinculados à instituição, mas foram afastados das respectivas funções.

Braz Morroni atuava na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Segundo as investigações, ele é suspeito de participar do desvio de entorpecentes, receber parte dos lucros obtidos com a revenda das drogas e utilizar sua posição hierárquica para proteger integrantes do grupo investigado.

Já Eduardo Jorge, conhecido como “Mão Branca”, é apontado como suspeito de atuar diretamente na retirada de drogas apreendidas, além de participar do monitoramento de carregamentos, manipulação de rastreadores e armazenamento dos entorpecentes.

Investigados se tornaram réus

Em agosto, a Justiça da Paraíba aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) contra oito investigados na Operação Perfídus, incluindo Braz Morroni, Eduardo Jorge e o agente Everton Aires.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), os denunciados são suspeitos de integrar uma organização criminosa armada que teria atuado na apropriação de carregamentos de drogas pertencentes a facções rivais, posteriormente reinseridos no comércio ilegal.

O grupo também é acusado de lavagem de dinheiro, por meio da ocultação da origem dos valores obtidos com as supostas atividades criminosas.

A Operação Perfídus foi realizada em conjunto pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

O processo segue em tramitação na Justiça, e as acusações ainda dependem de julgamento definitivo.

Por Patos Online
Com informações do g1 PB