Um artigo publicado no portal Metrópoles nesta sexta-feira (30) trouxe o nome do político paraibano Nabor Wanderley — ex-prefeito de Patos (PB) e pai do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta — como uma alternativa a ser considerada na composição do eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o colunista Matheus Leitão, a reeleição de Lula intensificou as especulações na Paraíba sobre a montagem da nova Esplanada. Nos últimos dias, o nome da senadora Daniella Ribeiro passou a circular na imprensa paraibana como cotada para um cargo no primeiro escalão, mas, conforme o texto, ainda não há sinalização do Planalto que sustente a possibilidade. A expectativa é de que Lula comece a discutir a formação do novo governo daqui a cerca de duas semanas, embora a notícia tenha surgido antes de qualquer conversa confirmada.
O artigo avalia que, caso a indicação de Daniella avançasse, o Planalto precisaria apresentar justificativas além do resultado das urnas, uma vez que a família já ocupa posições de destaque: Lucas Ribeiro, filho da senadora, seguirá à frente do governo estadual por mais quatro anos; Aguinaldo Ribeiro, irmão dela, exerce a liderança da Maioria no Congresso; e a própria Daniella encerra o mandato como Primeira-Secretária do Senado, posto responsável pela administração da máquina da Casa.
No mesmo contexto, Leitão destaca a trajetória política de Nabor Wanderley, que governou Patos por quatro mandatos e foi reeleito em 2024 com 73,7% dos votos válidos. Antes, ele também exerceu dois mandatos como deputado estadual.
Na disputa pelo Senado, Nabor teria contado com apoio de mais de 170 prefeitos e manteve defesa pública de Lula mesmo diante de resistência, incluindo vaias durante a convenção do PT. Ainda assim, terminou a eleição em terceiro lugar, com cerca de 888 mil votos, ficando aproximadamente 79 mil votos atrás de Veneziano. Fora de Campina Grande, a diferença entre os dois foi de apenas 1.200 votos, aponta o texto.
O colunista também menciona que pesou na disputa o fato de Nabor ter sido o único nome da aliança ao Senado sem apoio declarado de Lula, que em junho gravou vídeo pedindo votos para Veneziano.
Por Patos Online
Com Metrópoles