Policial MAUS-TRATOS
Homem é detido após disparo em cadela com arma artesanal na zona rural de Taperoá
Animal foi atingido por disparo de uma arma conhecida como “soca-soca”; testemunha relatou à Polícia Civil que a cadela não havia atacado os animais da propriedade e acionou a Polícia Militar
01/11/2026 17h01 Atualizada há 1 hora
Por: Felipe Vilar Fonte: Patos Online
Foto: reprodução

Um caso de possível maus-tratos contra animal está sendo investigado pela Polícia Civil após uma cadela ser atingida por um disparo de arma de fogo na manhã de domingo (1º), no Sítio Quixaba, zona rural de Taperoá. Um homem já foi detido no âmbito da ocorrência.

De acordo com o depoimento prestado à Central de Flagrantes de Juazeirinho, o tutor do animal, Cristiano Marinho, relatou que estava na residência dos pais e, por volta das 8h30, saiu para passear com sua cadela, uma vira-lata de aproximadamente seis anos de idade.

Segundo a testemunha, o animal estava solto, sem coleira ou guia, quando avistou jumentos, ovelhas e bodes nas proximidades de um açude. A cadela teria corrido atrás dos animais, que também começaram a correr, mas, conforme o relato, não chegou a atacá-los.

O tutor afirmou que tentou alcançar a cachorra, mas ela se afastou. Em seguida, ouviu um disparo e um grito do animal. A cadela ainda correu em sua direção, mas caiu pouco depois.

Ao se aproximar, Cristiano percebeu que o animal havia sido atingido. Ele relatou ter visto dois homens nas proximidades, um vestindo camisa azul e outro camisa laranja, mas disse não conseguir identificá-los. A arma utilizada não foi visualizada com precisão, embora o estampido tenha sido muito forte.

Conforme as informações repassadas sobre o caso, o disparo teria sido efetuado com uma arma artesanal conhecida como “soca-soca”.

Após o ocorrido, o tutor levou a cadela para perto da residência da mãe e acionou a Polícia Militar pelo telefone 190. Devido à gravidade do ferimento, o animal foi levado com urgência para Patos, onde deveria receber atendimento veterinário.

Ainda segundo o depoimento, uma mulher apareceu posteriormente e afirmou que o animal estaria atacando os bodes e já teria matado três deles. Cristiano contestou a informação e declarou não ter conhecimento de envolvimento da cadela em ataques anteriores a rebanhos.

No momento em que prestou depoimento, o animal ainda estava vivo, mas apresentava o corpo bastante arroxeado. A cadela havia recebido medicação e aguardava providências para atendimento.

Caso será encaminhado ao Ministério Público

O caso está sendo tratado como suspeita de maus-tratos contra animal, com emprego de arma de fogo e lesão. Um homem já se encontra detido, e a atuação junto ao Ministério Público deverá subsidiar a formalização da denúncia e a análise da necessidade de manutenção da prisão preventiva.

A medida busca permitir que o investigado responda ao processo preso, considerando a gravidade atribuída à ocorrência.

As circunstâncias do disparo, a identificação dos envolvidos e a dinâmica dos fatos deverão ser esclarecidas no decorrer da investigação policial.