Uma confusão terminou em agressões físicas na madrugada do último domingo (1º), na área externa de um estabelecimento comercial no bairro Belo Horizonte, em Patos. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil da Paraíba, que também esclareceu os motivos pelos quais o suspeito não foi preso imediatamente após a ocorrência.
O registro policial feito por uma das vítimas aponta que o episódio ocorreu por volta das 3h40. No relato, ela informou que estava retornando para casa quando teria sofrido insultos do casal. Ainda conforme a ocorrência, a mulher foi puxada pelos cabelos e, em seguida, derrubada no chão, onde teria recebido chutes na região do tórax, pescoço e pernas. Um segurança do estabelecimento teria intervindo para separar a briga.
De acordo com informações repassadas pela delegada da Mulher, Eliza Zandoná, em entrevista ao jornalista Pabhlo Rhuan, o desentendimento começou no interior de uma churrascaria, após uma discussão entre uma cliente e a companheira do homem investigado. Durante a confusão, ele teria intervindo e trocado agressões com a primeira mulher.
Após ser retirado do estabelecimento, o tumulto se estendeu para a via pública. Nesse momento, uma prima do homem tentou intervir para acalmá-lo e afastá-lo da briga, mas acabou sendo atingida por dois socos no rosto.
Segundo a delegada Eliza Zandoná, diante das particularidades do caso, a Polícia Civil dividiu a apuração entre a Delegacia Distrital e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM).
A parte relacionada à discussão e às agressões sem caracterização de violência de gênero ficou sob responsabilidade da Delegacia Distrital. Já a agressão contra a prima do investigado foi encaminhada à DEAM, em razão do vínculo familiar e da relação íntima de afeto.
A vítima que procurou a DEAM relatou o ocorrido, mas não apresentava marcas visíveis de lesões no momento do atendimento e optou por não realizar imediatamente o exame pericial de constatação de lesões corporais.
Mesmo diante da ausência do exame naquele momento, a delegacia formalizou o pedido de Medida Protetiva de Urgência (MPU), que já foi concedida pelo Poder Judiciário. A equipe policial continua ouvindo testemunhas e reunindo informações para a conclusão do inquérito por lesão corporal.
A delegada também esclareceu por que o homem não foi preso logo após o episódio. Segundo ela, para que seja realizada uma prisão em flagrante, é necessário que o suspeito seja capturado durante a prática do crime ou logo depois, em circunstâncias que caracterizem o estado de flagrância.
Conforme as informações da Polícia Civil, quando a guarnição do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) chegou ao local, por volta das 4h10, o homem não havia sido identificado nem apontado pelos presentes como autor das agressões. Por esse motivo, não foi possível efetuar a prisão em flagrante naquele momento.
A autoridade policial ressaltou que, encerrado o estado de flagrância, uma prisão depende de ordem judicial, não sendo possível realizar uma detenção sem os requisitos previstos na legislação.
O investigado deverá ser intimado para prestar depoimento formal. Após a coleta de provas e a conclusão do inquérito, a Polícia Civil ou o Ministério Público poderão solicitar ao Poder Judiciário uma medida cautelar, como a prisão preventiva ou temporária, caso entendam que existem fundamentos legais para isso.
A investigação segue em andamento.
Por Patos Online
Com informações complementares de Pabhlo Notícias