Policial EM FLAGRANTE
Duas mulheres acusadas de aplicar golpe contra idosa de Patos são presas em João Pessoa
Investigação apontou atuação de grupo especializado em estelionatos no Nordeste; suspeitas usavam carros alugados e aplicavam o conhecido “golpe do bilhete premiado”
06/05/2026 23h15 Atualizada há 40 minutos
Por: Felipe Vilar Fonte: Patos Online
Fotos: Gustavo Chaves/Reprodução

Duas mulheres acusadas de aplicar um golpe contra uma idosa da cidade de Patos foram presas nesta quarta-feira (6), em João Pessoa, durante uma operação conjunta da Polícia Civil da Paraíba com apoio da Guarda Municipal da Capital.

As investigadas são apontadas como responsáveis por enganar Maria do Socorro, de 67 anos, no último dia 24 de abril, logo após a vítima deixar uma agência bancária no Centro de Patos.

A prisão foi resultado de um trabalho de inteligência conduzido pela Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC) da Capital, sob coordenação do delegado Roberto Carvalho, em parceria com o núcleo de inteligência da Guarda Municipal. Segundo a polícia, a identificação das mulheres ocorreu após o cruzamento de imagens de câmeras de segurança do Centro de Patos com informações sobre o deslocamento das investigadas pelo estado.

 
 
 
 
 
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Grupo atuava em vários estados do Nordeste

De acordo com as investigações, as mulheres fazem parte de uma quadrilha especializada em golpes contra idosos e pessoas vulneráveis em diversos estados do Nordeste.

Segundo o delegado Roberto Carvalho, em entrevista ao repórter Gustavo Chaves, o caso chegou à Capital após comunicação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) de Patos, que alertou sobre a atuação das suspeitas na região.

Ainda conforme a polícia, o grupo alugava veículos em locadoras, removia os dispositivos de rastreamento GPS e circulava por várias cidades da Paraíba e de outros estados aplicando diferentes modalidades de estelionato.

Entre os golpes praticados está o conhecido “golpe do bilhete premiado” e outras abordagens baseadas na manipulação emocional e na confiança da vítima.

Como funcionava o esquema

A investigação aponta que as criminosas abordavam vítimas em locais públicos, especialmente próximos a bancos, simulando situações de ajuda ou oferecendo falsas premiações.

Durante a conversa, convenciam as vítimas a entregar bolsas, cartões bancários e documentos pessoais temporariamente a uma comparsa, sob diferentes pretextos. Em seguida, fugiam com os pertences e realizavam compras e movimentações financeiras indevidas.

A polícia estima que o grupo tenha causado prejuízos significativos a vítimas em vários estados nordestinos.

Além das duas mulheres presas, um terceiro homem também é investigado. Segundo a polícia, ele seria responsável pelo aluguel dos veículos utilizados pela quadrilha, mas ainda não foi localizado.

 
 
 
 
 
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Suspeitas confessam arrependimento após prisão

Durante entrevistas ao repórter Gustavo Chaves após a prisão, uma das mulheres admitiu já ter sido presa anteriormente no Maranhão por crime semelhante. Ela afirmou estar arrependida e declarou que responderá pelos atos praticados.

Nas imagens registradas durante a condução policial, as suspeitas aparecem emocionadas ao serem questionadas sobre os golpes e os prejuízos causados às vítimas.

 
 
 
 
 
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A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta a participação das mulheres em outros crimes semelhantes registrados na Paraíba e em outros estados do Nordeste.

Relembre o caso em Patos

Segundo boletim de ocorrência registrado na Central de Flagrantes, a vítima Maria do Socorro havia acabado de sair de uma agência do Banco do Brasil quando passou a ser seguida por uma das suspeitas.

Pouco depois, já nas proximidades de uma loja na Rua Escritor Rui Barbosa, ela foi abordada por uma segunda mulher. As suspeitas convenceram a idosa a acompanhá-las sob a falsa promessa de receber uma joia em um estabelecimento comercial.

Para ganhar sua confiança, uma das mulheres entregou a própria bolsa à vítima e pediu que ela fosse buscar dinheiro e a suposta joia. As criminosas afirmaram, porém, que Maria do Socorro não poderia entrar no local carregando sua bolsa pessoal e se ofereceram para guardá-la.

Ao chegar ao endereço indicado, a idosa percebeu que o estabelecimento não existia. Quando retornou, as suspeitas já haviam fugido levando sua bolsa com cartões bancários, documentos pessoais e objetos pertencentes também ao esposo da vítima.

 
 
 
 
 
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No dia seguinte ao crime, familiares foram informados de que a bolsa havia sido encontrada abandonada às margens da BR-230, no município de São Mamede.

Patos Online