Iniciativa do Comando Militar da Paraíba, a Operação Maria da Penha cumpriu na manhã desta segunda-feira (8), 45 mandados de prisão que estavam em aberto de suspeitos de violência contra mulher. Todos os batalhões e todas as Companhias da Polícia Militar foram mobilizados para o cumprimento desses mandados. A Operação, que já foi encerrada, foi alusiva ao agosto lilás, pois o mês de agosto é também dedicado ao combate a violência contra a mulher.
A capitã Gabriela Jácome, da Patrulha Maria da Penha, explicou ao Click PB que as ações de combate a violência doméstica na Paraíba atualmente são referência para todo o Brasil e que os órgãos e equipamentos de proteção da mulher no estado agem de forma integrada. "A gente tem visto que as ações têm muito mais eficácia quando integramos todos esses órgãos, gerando um fluxo mais organizado e mais humanizado para essa problemática", detalhou a capitã.
Ainda de acordo com a capitã, é necessário que essas prisões sejam divulgadas para que se possa suscitar maior discussão sobre a violência doméstica. "Estamos mostrando que a problemática ainda existe com muita força e que não vai ser uma barreira fácil de romper, pois a sociedade foi estruturada de maneira machista e violenta", avalia.
Para que a Lei Maria da Penha seja ainda mais eficaz, é importante que as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, ou pessoas que conheçam estas mulheres, procurem a rede de apoio às vítimas e façam as denúncias. “Algumas mulheres não se reconhecem no ciclo de violência e outras têm determinantes que dificultam na hora da denúncia, por isso é importante a integração dentro da Patrulha Maria da Penha. Nossa equipe multiprofissional consegue identificar estes casos e fazer os encaminhamentos das vítimas para os serviços de assistência social e psicologia, entre outros”, explica.
A capitã ainda orienta às mulheres que caso estejam em uma situação de violência, ou presenciem algum caso, que procurem um Centro de Referência da Mulher, que é um local de orientação e acompanhamento.
Para denunciar, é possível entrar em contato com a patrulha de várias formas. Na hora em que ocorre a violência, o número é o 190, da Polícia Militar, que manda uma equipe para o local. A pessoa pode procurar também o 197, Disk Denúncia da Polícia Civil, e também os serviços de proteção, como os Centros de Referência da Mulher.
Fonte: ClickPB
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