O delegado Pablo Everton afirmou nesta sexta-feira (22) que a menina Ana Sophia, de oito anos, desaparecida há mais de dois meses, entrou na casa do suspeito Tiago Fontes, marido de uma professora, e não mais saiu. A prisão do suspeito foi decretada pela justiça e ele é considerado foragido. O delegado Aldrovilli Grisi afirmou que a polícia deduz que a menina foi assassinada e teve seu corpo ocultado pelo suspeito.
“A cada dia que se passa mais se fortalece a tese de que a criança está morta e seu corpo ocultado. Isso é uma dedução lógica que inclusive os senhores (jornalistas) podem fazer com os seus discernimentos, até raciocinando que: qual a motivação desse corpo ainda não ter sido encontrado? Nós estamos falando de um único suspeito. Quando uma única pessoa consegue cometer um crime e ocultar um corpo, esse corpo fica em local incerto e não sabido”, disse o delegado Aldrovilli Grisi, lembrando o caso Fernando Hellen, quando somente 91 depois do crime, após o suposto ser preso é que o corpo foi encontrado.
Ele descartou que o corpo da menina tenha sido ocultado no imóvel de Tiago Fontes.
A convicção da Polícia Civil de que a criança entrou na casa do suspeito e não saiu é sustentada por prova testemunhal e técnica. “Não temos dúvidas de que Ana Sophia entrou na residência do acusado e não saiu”, disse o delegado durante entrevista coletiva.
Ele ressaltou que há indícios gravíssimos de materialidade do crime e que existem fortes indícios contra Tiago Fontes.
Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do suspeito, a polícia encontrou vários livros que tratavam sobre psicopatia, preparo para crimes e ocultação de cadáver.
O celular do suspeito foi encontrado escondido na casa do sogro dele, em frente à casa da família na Ana Sophia, em modo avião. O aparelho foi formatado duas vezes pelo suspeito.
Fonte: MaisPB
A Polícia Civil conseguiu chegar até a localização da casa de Tiago como o ponto de desaparecimento de Ana Sophia a partir do cruzamento de imagens de câmeras de segurança e de depoimentos de moradores da rua.
Conforme o delegado Aldrovilli Grisi, a polícia iniciou a investigação do desaparecimento refazendo os passos que a criança fez no dia 4 de julho de 2023. “Ela foi até a casa de uma amiga, às 12h34, e foi registrada saindo deste imóvel, por motivos alheios à vontade dela, e retornou para casa. Era comum da rotina dela fazer este trajeto, e às 12h36 é registrada a passagem dela em frente a um mercadinho, descendo a rua principal de Roma” explica.
Com esses dados, a polícia conseguiu traçar um ponto zero do desaparecimento, o trecho da rua. Ao ouvir moradores da região, os delegados conseguiram identificar que ela continuou a descer a rua, por cerca de 150 metros, exatamente no trecho onde fica a casa do investigado.
“Ela é vista por uma testemunha, uma amiga do colégio, no último ponto da rua, exatamente nos 15 metros que compõem a frente da residência do suspeito. Depois disso ela não é mais vista. Temos outras quatro testemunhas, que moram após a casa dele, que não a viram naquele dia”, diz Aldrovilli.
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Durante a investigação, a polícia conseguiu um terceiro vídeo relacionado ao desaparecimento de Ana Sophia. Neste vídeo, é possível ver um vulto de uma pessoa entrando em um imóvel. De início, os delegados explicam que não foi possível determinar em qual imóvel o vulto entrava, nem quem era a pessoa.
“Detectamos a necessidade de realizar um exame pericial e uma equipe de peritos auxiliada por um perito federal se deslocou até Roma e, com as técnicas adequadas, conseguiram determinar a altura e a velocidade média do vulto, além do imóvel em que esta pessoa entra. Hoje nós conseguimos dizer que está cientificamente comprovado que se trata de Ana Sophia”, contou Aldrovilli Grisi.
Conforme o delegado, os peritos conseguiram determinar que Ana Sophia tinha 1 metro e 28 centímetros de altura. Utilizando técnicas de perícia, os dados do vídeo mostraram que a pessoa que entra na casa tem entre 1 metro e 20 centímetros e 1 metro e 40 centímetros, com a média de 1 metro e 30 centímetros.
“Com base no último ponto onde Ana Sophia foi vista na segunda imagem que tínhamos dela, e na velocidade média da pessoa vista entrando na casa no terceiro vídeo, determinamos o minuto e o segundo exato em que ela deveria passar em frente a residência dele, e foi exatamente o minuto e o segundo em que o suposto vulto entrar no imóvel. Com base em evidências técnicas e científicas, e em conclusões lógicas e matemáticas, temos hoje a certeza de que a menina entrou na casa do suspeito e não saiu mais”, concluiu o delegado.
Fonte: g1 PB
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