
Os policiais civis, militares e penais da Paraíba realizam, na manhã desta sexta-feira (14), um protesto em frente à Granja Santana, residência oficial do governador João Azevêdo, em João Pessoa. A manifestação busca melhores condições salariais para toda a categoria, que alega desvalorização profissional diante das propostas apresentadas pelo governo estadual.
Durante o ato, os manifestantes interditaram uma das faixas da Avenida Ministro José Américo de Almeida (Beira-Rio), onde fica localizada a Granja Santana. No local, eles realizam uma assembleia geral unificada para definir os próximos passos da mobilização.
Este é o terceiro protesto da categoria neste ano. As manifestações anteriores ocorreram nos dias 8 e 22 de janeiro, quando policiais se reuniram em diferentes pontos da capital para cobrar reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
No protesto de 22 de janeiro, a categoria realizou uma passeata na Avenida Epitácio Pessoa, partindo da orla de Tambaú e seguindo até a sede da Vice-Governadoria da Paraíba. Já no ato do dia 8, os manifestantes saíram do Centro Administrativo do Estado, em Jaguaribe, e caminharam até o Centro de João Pessoa.
Os policiais reivindicam um reajuste salarial que atenda às necessidades da categoria, argumentando que a proposta do governo não representa um aumento real nos vencimentos. O presidente da Associação dos Policiais Penais da Paraíba, Wágner Falcão, criticou a incorporação da bolsa desempenho ao salário, alegando que a medida não traz ganho efetivo e ainda gera aumento da carga tributária sobre os servidores.
"O Governo desvaloriza a polícia quando vem e faz uma proposta que não coaduna com nossas necessidades. Na verdade, ele apresentou 5% de aumento para os servidores de uma forma geral, situação que não nos atende. Primeiro que, para polícia, não cai como 5% porque há uma incorporação de uma bolsa que ele diz que é um aumento de 20%, mas não é. Essa bolsa de desempenho já faz parte do nosso vencimento e, ao ser atrelada ao salário, começa a incidir imposto. Ou seja, o policial perdeu dinheiro", afirmou.
Em nota, o Governo da Paraíba defendeu que tem investido na valorização profissional e na melhoria da infraestrutura da segurança pública. Entre as medidas citadas estão:
Apesar disso, os policiais cobram uma negociação direta com o governador João Azevêdo e afirmam que, até o momento, não houve diálogo por parte da gestão estadual. Com a mobilização desta sexta-feira, a categoria mantém a pressão por uma proposta mais vantajosa.
Por Patos Online
Com g1 PB
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