
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou, nesta terça-feira (15/4) ao Congresso Nacional, o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, com aumento de 7,4% no salário mínimo. O piso salarial deverá passar de R$ 1.518 para R$ 1.630.
Com isso, o salário mínimo de 2026 deverá ter incremento de R$ 112. O reajuste corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) somado ao crescimento real de 2,5% (veja detalhes sobre isso abaixo).
O reajuste não altera apenas os vencimentos de quem recebe o piso nacional, mas também implica o cálculo de vários benefícios, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os demais pagamentos feitos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calcula que o salário mínimo serve de referência para 59,9 milhões de pessoas no Brasil.
No primeiro ano deste mandato, o presidente Lula retomou a política de reajuste do salário mínimo. O modelo definido combinava a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até novembro e a variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, a partir de 1º de janeiro. A regra não previa percentual mínimo ou máximo para o reajuste.
Já em 2024, ante a pressão por corte de gastos, o governo enviou ao Congresso e aprovou uma lei que estabeleceu uma nova regra para o mínimo. Foi mantido o crescimento real – ou seja, acima da inflação – do salário mínimo, mas limitado ao teto do arcabouço fiscal, de 2,5%. A medida vale para os reajustes entre 2025 e 2030.
Mesmo com esse número apresentado na LDO, o valor do piso salarial de 2026 ainda pode ser alterado. Uma nova avaliação será encaminhada com a proposta orçamentária, que deverá ser apresentada até 31 de agosto, e o valor final só será conhecido em dezembro deste ano, quando será divulgado o INPC de novembro.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é apresentada e votada no início do ano, enquanto a Lei Orçamentária da União (LOA), o Orçamento Federal, é apreciada no segundo semestre.
Inicialmente, a LDO será encaminhada para a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), formada por deputados e senadores, responsável por emitir parecer sobre o documento. Vale lembrar que os parlamentares são aptos para fazer qualquer tipo de alteração na peça sugerida pelo governo.
Depois de passar pela CMO, o projeto orçamentário é apreciado pelo Congresso Nacional em sessão conjunta. Com a aprovação, o texto é enviado ao presidente da República para sanção ou veto, parcial ou total.
O projeto precisa ser votado e aprovado até 17 de julho. Isso porque não haverá recesso parlamentar no meio do ano, caso a LDO não seja aprovada no Congresso Nacional.
Fonte: Metrópoles
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