
Colaboradores da empresa SAILE Serviços, que até então presta serviços à Secretaria de Educação da Paraíba na região de Patos, voltaram a denunciar descasos e irregularidades por parte da gestão da empresa. A mais recente reclamação diz respeito ao não recebimento da cesta básica referente ao mês de março, mesmo após o valor de R$ 120,00 já ter sido descontado do salário dos trabalhadores no dia 5 daquele mês.
“Nosso salário foi pago no dia 5 de março, mas até agora, 15 de abril, a cesta básica ainda não chegou. Ninguém da empresa nos dá qualquer satisfação ou previsão de entrega. E o pior: a gente paga por essa cesta, que nem é um vale-alimentação de verdade. É uma feira simples e ainda assim é atrasada quase todo mês", desabafa uma colaboradora, que preferiu não se identificar por medo de retaliações.
Segundo os trabalhadores, essa não é a primeira vez que a SAILE atrasa ou deixa de cumprir obrigações com os funcionários. Além do problema com a cesta básica, os profissionais estão em aviso prévio informal, sem qualquer registro na carteira de trabalho ou documento oficial.
O Governo do Estado da Paraíba, após uma série de denúncias envolvendo atrasos salariais, descumprimento de direitos trabalhistas e falta de transparência, decidiu substituir a empresa SAILE por uma nova prestadora de serviços.
No Diário Oficial do Estado da Paraíba, publicado no dia 11 de março, foi anunciada a contratação da empresa Solverv Serviços LTDA para assumir os serviços prestados pela SAILE junto à Secretaria de Educação do Estado.
Apesar da mudança, funcionários da SAILE ainda não tiveram seus direitos assegurados. Há medo de que a empresa deixe os trabalhadores sem receber salários, férias, FGTS e outros valores rescisórios.
“Estamos de aviso prévio, mas sem nenhum documento que comprove. Só nos dizem verbalmente que vamos sair. Como é que a gente vai correr atrás dos nossos direitos depois?”, questiona outra funcionária.
Os colaboradores fazem um apelo direto à empresa e ao Governo do Estado:
“Queremos apenas receber o que é nosso por direito. A feira de março foi descontada e não chegou. Não estamos pedindo favor, estamos exigindo respeito. Agradecemos ao governador João Azevedo por ter tomado a decisão de trocar essa empresa, porque não aguentamos mais sofrer calados todos os meses com a SAILE.”
A situação de incerteza e de abandono tem causado preocupação e revolta entre os trabalhadores, muitos dos quais são responsáveis por suas famílias e dependem exclusivamente do salário para garantir o sustento básico em casa.
O Patos Online deixa o espaço aberto caso a empresa SAILE queira se pronunciar em relação às cobranças. E-mail: [email protected].
Por Patos Online
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