
A dor de uma mãe ganha voz no apelo de Maria de Jesus, que acompanha de perto a luta pela vida da filha de seis anos, vítima de um atropelamento ocorrido na noite da última segunda-feira (4 de agosto), na comunidade Vila Cabral de Santa Rosa, em Campina Grande. A menina foi atingida por um veículo conduzido por um policial militar reformado, que, segundo a Polícia Militar, apresentava sinais de embriaguez no momento do acidente.
Desde então, a criança encontra-se internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde permanece sedada, entubada e sob constante vigilância médica.
“Eu estou muito triste. Não só eu, mas como qualquer mãe que poderia ver um filho assim nessa situação. Mas Deus vai tirar ela dali. Eu creio. E só quero justiça”, disse Maria de Jesus, emocionada, em entrevista à TV Paraíba.
De acordo com boletim médico atualizado nesta quarta-feira (6), o estado geral da paciente ainda é considerado grave e instável, embora esteja em processo de recuperação. A médica Noadja Cardoso, que acompanha o caso, explica que a situação mais delicada envolve as fraturas nos membros inferiores, que podem comprometer a circulação sanguínea nas pernas.
“Ela está sob constante e intensa observação a respeito de prevenir uma situação de isquemia. Existe, sim, o risco de amputação, caso a circulação não seja mantida. Mas, neste momento, ela tem perfusão, ou seja, há circulação nas pernas, o que afasta, por ora, a necessidade de amputação”, afirmou a médica.
A equipe multidisciplinar do hospital está realizando exames e adotando condutas clínicas com o apoio da cirurgia vascular para acompanhar a evolução do quadro.
Veja mais detalhes abaixo:
O acidente aconteceu por volta das 21h, quando o policial militar reformado teria perdido o controle do veículo em uma ladeira da comunidade. Em depoimento, ele alegou que o carro estava sem freios e que, ao descer desgovernado, acabou atingindo a criança. Após o fato, o suspeito fugiu do local e foi encontrado pouco depois na casa da irmã, na mesma comunidade.
O homem confirmou ter ingerido bebida alcoólica, mas recusou-se a fazer o teste do bafômetro. Segundo ele, fugiu porque moradores tentaram linchá-lo e chegaram a apedrejar o carro. Ele foi preso em flagrante e conduzido à Central de Polícia de Campina Grande, onde foi autuado por lesão corporal.
Na audiência de custódia, realizada na terça-feira (5), a Justiça decidiu manter o policial preso, e ele segue detido no batalhão da Polícia Militar, em Campina Grande. A Polícia Civil informou que uma perícia será realizada no veículo para apurar as causas técnicas do acidente.
Enquanto isso, familiares, amigos e moradores da comunidade se unem em orações e campanhas nas redes sociais pedindo pela recuperação da menina e por justiça no caso.
Por Patos Online
Com informações complementares do g1 PB
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