
Durante entrevista concedida ao Patos Online, o médico Dr. Alexandre Firmino abordou a forma como a sociedade deve tratar temas sensíveis, como tentativas de suicídio, especialmente nas redes sociais. A fala ocorreu no contexto do Setembro Amarelo, campanha dedicada à prevenção ao suicídio.
Segundo o especialista, é fundamental que o assunto seja tratado de maneira séria e prudente. Ele citou o chamado “efeito Werther”, fenômeno descrito na medicina que mostra que a forma como a mídia apresenta casos de suicídio pode, em vez de prevenir, estimular novas ocorrências.
“Evite fazer sensacionalismo em cima do caso, evite expor desnecessariamente a vítima e a família, evite culpar a família, evite divulgar meios ou detalhes sobre o caso e, principalmente, evite romantizar o suicídio”, alertou.
Dr. Alexandre reforçou que frases comuns em postagens podem ser perigosas, como atribuir o ato a falta de amor pela vida ou a sentimentos exacerbados por pessoas ou instituições.
“Não romantize o suicídio. Deixe claro nas redes sociais que o suicídio é algo ruim, porque pessoas vulneráveis, como adolescentes, podem se identificar com a dor daquela pessoa e tentar fazer o mesmo”, explicou.
O médico também destacou que, apesar da visibilidade do Setembro Amarelo, ainda existe estigma em torno de transtornos mentais como ansiedade e depressão.
“A sociedade acha que o paciente ansioso ou depressivo não está doente, chegando a julgá-los como preguiçosos. Em setembro vejo muitas campanhas com balões e laços amarelos, mas esses pacientes continuam sem acolhimento durante o ano inteiro”, criticou.
Áudio: Médico Dr. Alexandre Firmino
Para ele, o verdadeiro sentido da campanha deve ser construído com informação e acolhimento. Isso inclui identificar grupos vulneráveis, como adolescentes, faixa etária em que surgem os primeiros sinais de transtornos psiquiátricos, como depressão, transtorno bipolar e ansiedade.
“É preciso ouvir o paciente, valorizar o sofrimento e, a partir daí, fazer a estratificação do risco. Temos médicos, psiquiatras e psicólogos capacitados nos PSFs, o que torna possível o atendimento adequado”, ressaltou.
Dr. Alexandre concluiu reforçando que informação salva vidas: “O verdadeiro Setembro Amarelo se faz com informação. Informações valem vidas.”
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