
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fez um alerta neste sábado (4) para que a população evite o consumo de bebidas destiladas fechadas com tampa de rosca, em meio ao aumento de casos de intoxicação por metanol no país.
A recomendação ocorre enquanto o governo investiga a origem das bebidas alcoólicas adulteradas que já causaram 127 casos suspeitos, com 11 confirmações laboratoriais, segundo o último balanço do Ministério da Saúde. Uma morte por intoxicação por metanol já foi confirmada, e 11 estão sob investigação.
Segundo Padilha, não há registro de adulteração em latinhas nem em garrafas com tampas metálicas, como as de cerveja e refrigerante. Isso ocorre porque esses tipos de embalagem são mais difíceis de violar sem que o consumidor perceba.
Eu quero dar uma recomendação para a população como um todo, e eu dou como ministro da Saúde e como médico. Nesse momento, evite ingerir bebidas destiladas, sobretudo aquelas que a garrafa é feita com a rosca. Até agora, o que foi identificado é a presença desse crime em bebidas destiladas que a garrafa é feita com a rosca
“Não foi identificada ainda, por exemplo, nas latinhas, que seria muito mais difícil a pessoa adulterar e fechar de novo. Ou mesmo naquelas garrafas que a tampa é metálica, igual de refrigerante, igual de cerveja, que é mais difícil você abrir e segurar o gás, adulterar sem a pessoa perceber essa adulteração”, acrescentou Padilha.
O ministro reforçou que o consumo de bebidas alcoólicas é uma atividade de lazer, não essencial, e que neste momento o ideal é evitar o risco, especialmente quando não há garantia sobre a procedência do produto.
“Nós estamos falando de um produto que é um produto de lazer, não é um produto da cesta básica alimentar. Então, se é um produto de lazer, evite um risco como esse no seu momento de lazer. Apenas se você tiver certeza absoluta da origem, da aquisição deste produto.”
Padilha também reforçou as regras gerais de segurança no consumo de álcool: não dirigir após beber, manter-se alimentado e hidratado, e sempre verificar a origem e integridade da embalagem.
O ministro aproveitou o pronunciamento para orientar os comerciantes a redobrar os cuidados na compra de bebidas destiladas. Segundo ele, todos os estabelecimentos devem confirmar a origem do produto, evitando fornecedores desconhecidos ou informais.
Um dos casos investigados em São Paulo envolve um bar que comprou bebidas de um vendedor de rua, o que reforça a importância de atenção ao canal de compra.
Padilha também explicou que, em caso de dúvida sobre o lacre ou o selo fiscal de uma garrafa, o comerciante pode consultar o Ministério da Agricultura e Pecuária, responsável por fiscalizar a produção e comercialização de bebidas.
Além disso, os próprios fabricantes de destilados estão conduzindo campanhas de orientação junto aos comerciantes, explicando como identificar o lacre correto e reconhecer sinais de adulteração.
Fonte: Portal Correio
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