
A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou, nesta sexta-feira (31/10), que pelo menos 78 dos mortos na Operação Contenção tinham ficha criminal relevante, incluindo homicídios, tráfico de drogas, roubos e ataques a policiais. O balanço parcial reforça o alerta das autoridades sobre a presença de criminosos de alta periculosidade vindos de todo o país para se abrigar e atuar nos complexos do Alemão e da Penha. A maioria era ligado ao Comando Vermelho (CV).
Ao todo, 99 mortos foram identificados até o momento; 40 deles eram oriundos de outros estados. Entre eles, havia líderes do CV que comandavam ações em diferentes regiões do Brasil e que, segundo a Polícia Civil, encontravam no Rio um “QG nacional” para treinamento, fuga e rearticulação de quadrilhas.
Figuras consideradas de alto comando no crime organizado foram identificadas entre os mortos, como Pepê, chefe do tráfico no Pará; Chico Rato e Gringo, do Amazonas; Mazola, DG e FD, da Bahia; Fernando Henrique e Rodinha, de Goiás; e Russo, liderança do Espírito Santo. Todos atuavam como chefes ou representantes da facção em seus estados e estavam escondidos na Penha quando foram atingidos nos confrontos.
O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que os dados divulgados hoje confirmam o alerta feito pela corporação há cinco anos, quando passou a denunciar que as restrições a operações policiais favoreceriam o fortalecimento do crime organizado.
“As favelas se tornariam bases operacionais e um local convidativo para que bandidos de outros estados viessem para cá. Hoje temos a constatação disso”, disse. “A operação mostrou que as comunidades da Penha e do Alemão se tornaram QG do CV em nível nacional. Marginais de outros estados vêm para o Rio para serem formados aqui e depois voltam para propagar os ensinamentos”, completou.
Apesar das prisões e mortes, os principais alvos da megaoperação continuam foragidos: Edgard Alves de Andrade, o Doca, apontado como chefe máximo da facção na Penha; Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo, braço direito de Doca; e Washington César Braga da Silva, o Grandão, conhecido como “síndico” do tráfico na região.
O secretário de Segurança Pública, Vítor dos Santos, também participou da coletiva ao lado de representantes das forças policiais fluminenses. Eles destacaram que o enfrentamento ao tráfico continuará e que o número final de mortos, presos e identificados ainda pode aumentar conforme avançam as análises de laudos e registros do Instituto Médico-Legal.
A Operação Contenção, que deixou 121 mortos, segundo o balanço oficial, é considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro. Mesmo assim, para as autoridades, o resultado ainda representa apenas um passo em uma ofensiva que seguirá ativa para impedir que o Rio permaneça como a principal base do Comando Vermelho no país.
Fonte: Metrópoles
Promoção Governador Lucas Ribeiro assina promoção de 131 oficiais da PM e Corpo de Bombeiros
MANDADO DE PRISÃO Polícia Militar cumpre mandados de prisão contra dois detentos na Penitenciária Romero Nóbrega, em Patos
ACIDENTE DE TRABALHO Agricultor morre após ser esmagado por carroceria de caminhão na zona rural de Remígio
FATALIDADE Agricultor morre após trator capotar em área rural de Mato Grosso, na região de Catolé do Rocha
TRAGÉDIA Família envolvida em acidente em Matureia retornava de celebração religiosa; capitão da PM detalha e diz que há suspeita de embriaguez do condutor que invadiu a contramão
VIOLÊNCIA Homem é encontrado morto com marcas de violência às margens de rodovia em Paulista-PB
UTILIDADE PÚBLICA Polícia Militar busca familiares de homem encontrado em situação de vulnerabilidade na zona rural de São José de Espinharas
ATUALIZAÇÃO Vítimas de grave acidente na PB-306, em Matureia, seguem internadas no Hospital Regional de Patos; mãe de bebê falecido passou por cirurgia
PERÍCIA CRIMINAL Perícia confirma invasão de contramão em acidente que matou três pessoas em Matureia; OUÇA Mín. 21° Máx. 34°