
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou, nesta terça-feira (20/1), o convite para que o líder brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), integre o Conselho de Paz para Gaza.
O republicano afirmou gostar de Lula e disse que o brasileiro terá “grande papel” no conselho.
“Eu convidei. Eu gosto dele. Lula terá um grande papel no Conselho de Paz de Gaza”, declarou Trump.
Ainda durante a coletiva, o norte-americano declarou que o recém-formado conselho “poderia” substituir a Organização das Nações Unidas (ONU).
“A ONU simplesmente não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca esteve à altura desse potencial”, disse Trump. “A ONU deveria ter resolvido todas as guerras que eu encerrei. Eu nunca recorri a eles, nunca sequer pensei em recorrer.”
O governo brasileiro confirmou o recebimento do convite na última sexta-feira (16/1), mas pondera que Lula ainda não tomou uma decisão.
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, o presidente prefere avaliar cuidadosamente as condições geopolíticas, diplomáticas e financeiras envolvidas antes de aceitar integrar o grupo.
O tema foi discutido em reunião entre Lula e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, na manhã de segunda-feira (19/1), no Palácio do Planalto.
O Metrópoles apurou que a equipe do presidente analisa o documento minuciosamente e que não há prazo definido para o envio de uma resposta ao governo norte-americano.
Entre os principais pontos em estudo estão:
O Conselho da Paz, anunciado por Trump na última semana, prevê a participação de cerca de 60 países, com mandato inicial de três anos.
O documento assinado pelo republicano estabelece que haverá um grupo de membros permanentes — condição que exige o pagamento de uma taxa de US$ 1 bilhão ao fundo do conselho ainda no primeiro ano de funcionamento.
Além de Lula, foram convidados outros chefes de Estado. Apesar dos convites enviados por Donald Trump, líderes mundiais têm demonstrado cautela em relação ao novo órgão.
Muitos permanecem em dúvida sobre seu papel e legitimidade, enquanto alguns, como Emmanuel Macron, já descartaram participar, citando questionamentos sobre o escopo das atividades.
A criação do conselho faz parte da segunda fase do plano de 20 pontos apresentado pelo norte-americano para encerrar o conflito na Faixa de Gaza, com foco na desmilitarização e na reconstrução do território.
Também integram o colegiado, na condição de membros-fundadores, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Foram oficializados ainda o enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o genro do presidente norte-americano, Jared Kushner.
Fonte: Metrópoles
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