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Política Situação crítica

Hospitais da rede complementar do SUS em Campina Grande ameaçam suspender atendimentos por atraso em repasses: ‘Estamos no fundo do poço’

Unidades entregaram ofício à Secretaria de Saúde e alertam para paralisação a partir de 1º de fevereiro

27/01/2026 às 09h00
Por: Felipe Vilar Fonte: Patos Online com MaisPB
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Hospital da FAP, em Campina Grande (Foto: Divulgação/PMCG)
Hospital da FAP, em Campina Grande (Foto: Divulgação/PMCG)

Hospitais privados que integram a rede complementar do Sistema Único de Saúde (SUS) em Campina Grande protocolaram, nesta segunda-feira (26), um ofício conjunto na Secretaria Municipal de Saúde comunicando que poderão suspender as atividades a partir do dia 1º de fevereiro, em razão dos constantes atrasos nos repasses financeiros por parte da Prefeitura.

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O documento foi entregue ao secretário de Saúde do município, Dunga Júnior, e expressa “extrema preocupação” das instituições com a falta de regularização dos pagamentos referentes aos contratos de Média e Alta Complexidade e demais pactuações firmadas com a gestão municipal.

Em entrevista ao Programa Hora H, da Rede Mais e Rádio POP FM, o presidente da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), Derlópidas Neves, afirmou que a situação financeira das unidades chegou a um ponto crítico. “Chegamos ao fundo do poço. Se não houver resolutividade até o dia 1º de fevereiro, data anunciada para a paralisação, não temos mais condições de funcionamento”, declarou.

Segundo Derlópidas, os atrasos já impactam diretamente os trabalhadores da saúde. “Temos funcionários sem receber salários e hospitais no limite. Estamos chegando ao fim”, acrescentou. Ele informou ainda que o Ministério Público da Paraíba já foi comunicado e que houve reunião com a promotora Adriana Amorim, na tentativa de buscar uma solução urgente.

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No ofício, os representantes das instituições alertam que, diante da ausência de regularização dos repasses, os hospitais não terão condições financeiras de manter o funcionamento mínimo necessário, o que pode causar “impactos irreparáveis à população” usuária do SUS. As unidades relatam dificuldades para quitar salários, pagar fornecedores de medicamentos, insumos e serviços essenciais, além do risco de interrupção de atendimentos de alta complexidade, como oncologia, hemodiálise, cirurgias e internações.

As instituições também lembram que existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre a Prefeitura de Campina Grande e o Ministério Público da Paraíba, no qual o município se comprometeu a realizar os repasses em até cinco dias após o recebimento dos recursos federais, incluindo emendas parlamentares.

“Solicitamos providências urgentes dessa Secretaria, com a adoção de medidas administrativas necessárias para restabelecer a normalidade dos repasses e assegurar a continuidade dos serviços essenciais prestados pelos hospitais filantrópicos ao município”, destacaram os representantes no documento.

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Assinam o ofício conjunto o Hospital João XXIII – Sistema de Assistência Social e de Saúde (SAS), o Hospital Geral Antônio Targino – Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), a Clínica Dr. Maia – Instituto Neuropsiquiátrico de Campina Grande, a Clipsi Serviços Hospitalares e a Fundação de Olhos da Paraíba (FOP).

Por Patos Online
Com informações do MaisPB

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