
A diretora de uma creche na cidade de Itabaiana, no Agreste da Paraíba, identificada como Samara de Brito Marinho, presa por chefiar o núcleo financeiro de uma facção criminosa, lavava o dinheiro da organização em uma loja de roupas na cidade. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil. A mulher foi presa em Pernambuco, na noite da quarta-feira (9).
De acordo com o delegado Roberto Carvalho, que investiga a atuação da facção criminosa, outras empresas na cidade também são investigadas como sendo passíveis de terem sido utilizadas para lavagem de dinheiro. Além da coordenação do núcleo, era ela responsável pela logística.
"Ela atuava na etapa de lavagem de capitais, mas ela também tinha uma função logística uma vez que uma operação que fizemos pegamos registros dela recebendo e armazenando drogas para distribuição aqui na cidade (Itabaiana) mas o principal foco dela é na etapa de lavagem de capitais", afirmou o delegado.
As investigações apontam ainda que a presa é irmã da chefe de toda a facção criminosa, que está foragida. A diretora da creche chegou a concorrer ao cargo de vereadora de Itabaiana nas últimas eleições e, isso, conforme o delegado, mostra a intenção da organização criminosa em entrar na atuação política local.
"Então ela fazia todo esse suporte logístico e também estava aproximando mais a facção criminosa da política, uma vez que ela se candidatou, inclusive, a vereadora. Contudo, saiu um relatório de investigação aqui à época dos fatos e isso abalou a confiança dela e ela acabou perdendo a eleição", explicou.
O g1 entrou em contato com a prefeitura de Itabaiana, responsável pela operação da creche em que a mulher é diretora, mas até a última atualização desta reportagem não obteve retorno.
A mulher foi presa na noite de segunda-feira (9), no município de Ipojuca, em Pernambuco. De acordo com o delegado Roberto Carvalho, a mulher é suspeita de atuar como uma das principais articuladoras do tráfico de drogas praticado por uma organização criminosa do município paraibano.
“A prisão decorre do cumprimento de um mandado de prisão temporária expedido pela primeira Vara Mista da cidade de Itabaiana e aconteceu na cidade de Ipojuca, na comunidade de Salinas, um bairro marcado pela atuação de facção”, disse.
A prisão temporária tem prazo inicial de 30 dias e é uma medida prevista em lei para permitir o avanço das investigações. A mulher foi encaminhada à delegacia em Ipojuca para os procedimentos legais e as investigações seguem em andamento.
Fonte: g1 PB
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