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Política DARK HORSE

Site diz que Eduardo geria orçamento do filme de Bolsonaro; ex-deputado nega

Eduardo Bolsonaro chama acusações de “assassinato de reputação” e nega ter recebido recursos de Daniel Vorcaro nos EUA

15/05/2026 às 19h55 Atualizada em 16/05/2026 às 11h47
Por: Felipe Vilar Fonte: Metrópoles
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Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados
Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) se manifestou nas redes sociais, nesta sexta-feira (15/5), após novas revelações envolvendo o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele diz que se trata de “uma mentira”.

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Em vídeo publicado nas plataformas digitais, Eduardo acusou o The Intercept Brasil de promover “vazamentos seletivos” para atingir politicamente sua família e negou ter recebido recursos do banqueiro Daniel Vorcaro.

“O Intercept está fazendo um vazamento seletivo, algo criminoso para tentar assassinar a reputação do Flávio Bolsonaro, porque ele lidera as pesquisas para presidente.

“Acabou de sair agora mais uma matéria falando, né, ou sugerindo que eu estou sendo bancado, financiado nos Estados Unidos por Daniel Vorcaro. Eu acho que nada melhor do que vir aqui a público falando diretamente com vocês, que é muito melhor do que passar pelo crivo do Intercept do que será publicado”, afirmou.

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Eduardo lidava com orçamento do filme sobre Bolsonaro, diz contrato

A declaração ocorre após o portal divulgar documentos, contratos, mensagens e informações financeiras relacionadas ao longa-metragem.

Segundo a reportagem, Eduardo Bolsonaro aparece como um dos produtores-executivos do filme ao lado do deputado federal Mario Frias.

De acordo com contrato obtido pelo portal, firmado em novembro de 2023, a produtora norte-americana GoUp Entertainment ficou responsável pela obra, enquanto Eduardo e Mario Frias atuariam em funções ligadas ao orçamento, captação de recursos e gestão financeira do projeto.

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Eduardo afirmou que participou inicialmente do projeto com recursos próprios.

Segundo ele, cerca de R$ 350 mil arrecadados com o curso “Ação Conservadora” foram convertidos em aproximadamente US$ 50 mil para garantir a contratação de um diretor de Hollywood responsável pelo desenvolvimento inicial do roteiro.

“Peguei R$ 350 mil, transformei em cerca de US$ 50 mil e mandei para os Estados Unidos para garantir o contrato com um diretor de Hollywood”, declarou.

O ex-deputado afirmou que assumiu sozinho os riscos financeiros da etapa inicial da produção e disse que, posteriormente, o projeto passou a contar com um grupo de investidores privados.

Fundo de investimento nos EUA

Eduardo também alegou que deixou a função de produtor-executivo quando a estrutura do filme passou a operar por meio de um fundo de investimento nos Estados Unidos.

Segundo ele, sua participação posterior limitou-se à cessão de direitos autorais ligados à própria imagem e história familiar.

Eduardo Bolsonaro, então, voltou a negar que tenha recebido recursos do fundo ligado ao filme ou valores provenientes de Daniel Vorcaro.

“Quem fala que Eduardo Bolsonaro recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro é mentiroso. Eu recebi o dinheiro de volta por conta do contrato com a produtora, mas isso não passou pelo fundo. E recebi o dinheiro que era meu”, afirmou.

O caso ganhou repercussão após o The Intercept revelar que Vorcaro teria desembolsado aproximadamente R$ 61 milhões para financiar Dark Horse.

Os recursos teriam sido solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro.

Metrópoles noticiou, na coluna Igor Gadelha, que a Polícia Federal (PF) apura suspeitas de desvio de parte dos recursos para custear despesas de Eduardo nos EUA ou ações de articulação política junto ao governo do presidente Donald Trump.

Eduardo nega qualquer irregularidade.

No vídeo, o ex-deputado também afirmou que a estrutura financeira do projeto foi transferida para os Estados Unidos para evitar possíveis interferências no Brasil.

Eduardo ainda afirmou que o lançamento de Dark Horse está previsto para 11 de setembro e citou nomes ligados à produção, como o ator Jim Caviezel, conhecido pelos filmes A Paixão de Cristo e Som da Liberdade.

“Eles resolveram antecipar isso tudo, porque o filme poderia ser e será um grande sucesso”, declarou.

No entanto, de acordo com apuração do Metrópolesa produtora responsável pela obra ainda não solicitou autorização para o lançamento comercial do filme no Brasil.

Pela regulamentação, obras audiovisuais precisam de cadastro prévio junto ao órgão para exibição em salas de cinema.

Fonte: Metrópoles

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