
A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos, nesta quarta-feira (27/5), o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1. Foram 472 votos a favor e 22 contrários no primeiro turno e 461 a 19 no segundo.
O texto determina que a jornada de trabalho de 44 horas semanais seja reduzida para 42 horas a partir de 60 dias após a promulgação. Em 14 meses, a carga deverá ser reduzida para 40 horas semanais.
Quanto aos dias da escala, será reduzida para cinco dias de trabalho para dois de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
Mais cedo, a PEC foi aprovada pela aprovação da comissão especial por 34 votos a favor e 4 contra. Todos os votos contrários foram da oposição.
O PL apresentou um destaque para suprimir a transição e foi derrotado. A legenda reapresentou o destaque em plenário.
O partido também protocolou um destaque de preferência para retomar a redação original da proposta da deputada Erika Hilton (PSol-RJ), que previa jornada de 36 horas semanais em escala 4×3. A iniciativa que recebeu apoio do líder da bancada, Sóstenes Cavalcante.
A movimentação foi vista pela cúpula da Câmara e pela base do governo como uma provocação. Sóstenes, por sua vez, afirmou que pretendia “não deixar o povo ser enganado”. Em resposta, o PSol apresentou o mesmo destaque.
Em uma manobra para derrubar os destaques apresentados, o governo entrou com uma proposta de emenda aglutinativa, assinada pelo líder do Governo na Câmara, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS). O texto foi quase idêntico ao relatório do deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA).
Após a aprovação da redação final, a PEC segue para a análise do Senado em um cenário incerto. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem evitado se posicionar a respeito da proposta publicamente, mas aliados ouvidos pelo Metrópoles garantem que ele não deverá segurar a tramitação.
No Senado, a oposição tenta alargar a tramitação, pedindo uma comissão especial, ou incluir uma emenda na proposta com o objetivo de colocar a possibilidade de o salário ser calculado por horas trabalhadas, em um modelo semelhante ao que acontece nos Estados Unidos.
Trata-se de uma proposta prioritária para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-BA) na véspera do período eleitoral. A tramitação se deu em meio à pressão de setores produtivos e da oposição.
O chefe do Executivo chegou a enviar um Projeto de Lei (PL) com urgência constitucional que instaurava o regime de trabalho de cinco dias trabalhados para dois de descanso.
O presidente da Câmara entretanto, optou por dar sequência ao trâmite da PEC.
Na terça-feira, antes da análise na comissão especial, o presidente da Fiesp, Paulo Skaff, disse que “faltou diálogo” na Câmara e voltou a criticar o relator da proposta, Leo Prates, com a declaração de que ele “não conhece a realidade do Brasil” e chamou a PEC de “eleitoreira”.
Fonte: Metrópoles
CULTURA Prefeita Ana Peixoto destaca expectativas para o São João de Malta “Danado de Bom” 2026
POLÍTICA Francisca Motta garante veículos para Patos, Água Branca e Gurinhém durante entrega da CODEVASF/PB
ELEIÇÕES 2026 Pesquisa Real Time Big Data aponta Lucas Ribeiro com 30%, contra 28% de Cícero Lucena e 19% de Efraim Filho
ESCALA 6X1 Comissão aprova texto-base da PEC do fim da escala de trabalho 6x1; texto segue para o plenário
POLÍTICA Senador Efraim Filho recebe prêmio de melhor senador do Brasil
POLÍTICA Câmara de Patos rejeita título de cidadão patoense para Ricardo Coutinho por falta de quórum
NA CASA BRANCA Flávio Bolsonaro se reúne com Trump na Casa Branca e diz ter pedido classificação de PCC e CV como organizações terroristas
CIDADANIA Mãe d’Água elege prioridades para o Orçamento Democrático Estadual
CIDADE Prefeitura Municipal de Passagem realizará leilão de veículos, ônibus e materiais diversos Mín. 20° Máx. 33°