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Esportes Símbolo de craque

A mística da camisa 10 teve início com Pelé na Copa do Mundo de 1958

Na Copa de 1958, a delegação brasileira enviou a lista de jogadores à FIFA, sem especificar os números de cada um, e a entidade atribuiu os números de forma aleatória, recaindo o número 10 para Pelé

08/06/2026 às 13h45
Por: Genival Júnior Fonte: Genival Junior
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Imagem: CBF
Imagem: CBF

Símbolo de genialidade no futebol, a mística da camisa 10 teve início a partir da Copa de 1958, na Suécia, com a apresentação ao mundo do jovem Edson Arantes do Nascimento, Pelé, que, aos 17 anos, seria a grande surpresa do Mundial e, mais tarde, viria a ser o Rei do Futebol e uma referência de qualidade para todas as demais modalidades esportivas.

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A prática de numerar os uniformes começou a se espalhar a partir da década de 1920, para facilitar a identificação dos atletas em campo por árbitros, torcedores e pela imprensa, distribuindo a numeração de 1 a 11 com base nas posições dos jogadores.

Naquela época, utilizavam-se os números 2 e 3 para os zagueiros; 4, 5 e 6 para os meio-campistas; e 7, 8, 9, 10 e 11 para os atacantes. A camisa 10 era destinada a um atleta com características ofensivas, geralmente um meio-campista avançado ou um atacante recuado, responsável por articular as jogadas e abastecer o ataque.

Na Copa de 1958, a delegação brasileira enviou a lista de jogadores à FIFA sem especificar os números de cada um, e a entidade atribuiu a numeração de forma aleatória. Assim, a camisa 10 ficou com Pelé, fato que, sem qualquer pretensão, marcaria para sempre a história do futebol.

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O Rei do Futebol brilhou intensamente, marcou seis gols, deu assistências e apresentou ao mundo sua técnica, inteligência e carisma, associando a camisa 10, a partir daquele momento, não apenas a um jogador de ataque, mas a um craque, um gênio capaz de decidir jogos com lances inesperados e ser o protagonista do espetáculo.

Nas décadas seguintes, outros grandes jogadores vieram. No Brasil, destacaram-se Rivelino, herdeiro de Pelé, Zico, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Neymar. No restante do mundo, brilharam os argentinos Diego Maradona e Lionel Messi, os franceses Michel Platini e Zinédine Zidane, os italianos Roberto Baggio e Francesco Totti, além dos alemães Lothar Matthäus e Mesut Özil, entre tantos outros.

Em clubes e seleções, o jogador que recebe a camisa 10 é frequentemente considerado o cérebro da equipe, aquele que organiza, cria e, muitas vezes, define o rumo dos jogos. Ao mesmo tempo, carrega a grande responsabilidade de corresponder à expectativa de genialidade, protagonismo e de ser o principal diferencial em campo.

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