
A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Grupo Tático Especial (GTE) da 18ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), prendeu nesta segunda-feira (20) uma mulher condenada pelo crime de maus-tratos com resultado morte contra a própria filha, um bebê de apenas oito meses de idade. Fernanda França da Silva, conhecida como "Nega", estava foragida da Justiça havia mais de dez anos.
A captura foi realizada após investigadores receberem informações sobre o paradeiro da condenada. Com base nas denúncias, a equipe iniciou diligências que se estenderam por semanas, conseguindo localizar a mulher e cumprir o mandado de prisão. Ela foi encaminhada às autoridades competentes para o cumprimento da pena de 10 anos de reclusão.
O caso remonta a abril de 2015 e é considerado um dos mais graves registrados na região. Conforme as investigações, a bebê Maria Vitória da Silva Brito sofreu violência sexual praticada por um terceiro, enquanto permanecia sob os cuidados dele. A mãe, segundo a Polícia Civil, costumava deixar a criança com esse homem enquanto saía para encontros e momentos de lazer.
As apurações apontaram ainda que, mesmo percebendo o estado crítico da filha, que apresentava fortes dores, sangramento nas partes íntimas, febre e deixava de se alimentar, a mulher demorou vários dias para procurar atendimento médico. Quando a criança finalmente foi levada ao hospital, os profissionais constataram graves lesões e a encaminharam para uma unidade com maior suporte, mas ela não resistiu e morreu em decorrência de septicemia provocada pelos ferimentos.
De acordo com a investigação, a omissão da mãe foi determinante para o desfecho fatal e também teria como objetivo ocultar a violência sexual sofrida pela criança.
Inicialmente, Fernanda foi denunciada pelo Ministério Público por homicídio qualificado, devido ao meio cruel empregado e à tentativa de ocultação de outro crime. No entanto, durante o processo, a acusação foi desclassificada para o crime de maus-tratos com resultado morte. A sentença, já transitada em julgado, fixou a pena em 10 anos de reclusão.
Em pronunciamento à imprensa, o delegado Davi Santos, do GTE da 18ª DSPC, destacou a gravidade do caso e afirmou que a condenada permaneceu foragida desde a decisão judicial.
"Ela foi condenada a uma pena de 10 anos e estava foragida desde a condenação. Recebemos informações de que ela estava escondida em um bairro de Catolé do Rocha. Nossos investigadores iniciaram diligências, localizaram a mulher e deram cumprimento ao mandado de prisão", explicou.
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O delegado também ressaltou a importância da colaboração da população para a localização de foragidos.
"Essa prisão é fruto da cooperação entre a sociedade e a Polícia Civil. As informações repassadas pela população foram fundamentais para que conseguíssemos localizar a condenada. Quem tiver conhecimento sobre foragidos ou qualquer atividade criminosa pode procurar a Polícia Civil. Estamos atentos para prestar o melhor serviço de segurança pública à sociedade", concluiu.
Por Patos Online
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