
Um homem suspeito de integrar uma rede de produção e comercialização ilegal de anabolizantes foi preso na manhã desta quarta-feira (12), em João Pessoa, durante uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio da Polícia Civil da Paraíba.
A investigação, iniciada no Distrito Federal, identificou a atuação do grupo em diferentes estados. Além do DF, o esquema teria ramificações em Goiás, Paraíba e Paraná, com circulação dos produtos também pelo Acre e por Minas Gerais.
Na Paraíba, os investigadores apontaram a existência de um laboratório que funcionaria como filial do esquema. A produção estaria distribuída entre uma mansão alugada e uma residência de alto padrão localizada à beira-mar, em João Pessoa. Segundo a investigação, familiares e uma mulher que atuaria na região auxiliavam no recebimento de insumos importados pelos Correios.
Durante a operação, a Polícia Civil da Paraíba cumpriu dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão na capital. O homem preso foi levado para a carceragem da Cidade da Polícia Civil e permanece à disposição da Justiça.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, os anabolizantes eram produzidos de forma artesanal, utilizando substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes. A investigação também aponta que médicos-veterinários teriam colaborado com o esquema por meio da emissão de receitas falsas para a aquisição de medicamentos de uso controlado em estabelecimentos agropecuários.
Ainda conforme os investigadores, os produtos recebiam rótulos em idiomas estrangeiros e com bandeiras de outros países como forma de conferir aparência de procedência internacional. Nutricionistas e treinadores também estariam entre as pessoas que recomendavam as substâncias.
Ao todo, a operação cumpre 45 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão, além de determinar o bloqueio de aproximadamente R$ 32 milhões em bens e valores dos investigados. A ação também prevê a apreensão de 11 veículos de luxo, o fechamento de 13 estabelecimentos e a retirada de 22 perfis de redes sociais relacionados ao esquema.
Entre os alvos estão Roberto Carlos Pereira de Carvalho, conhecido como Jiraiya e apontado pela investigação como chefe do grupo, além da influenciadora Ana Luiza de Nazaré Lima e Alam Manoel Lima.
Por Patos Online
Com informações do g1 PB
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