
A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Núcleo de Homicídios da 21ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC), em ação integrada com a Polícia Militar, deflagrou, nessa quarta-feira (19), a Operação Duxis Exitium, no município de Tacima, no Brejo paraibano.
A operação teve como objetivo desarticular a estrutura de uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico de drogas e na comercialização de armas de fogo na região, atingindo diretamente a cadeia de comando do grupo.
A expressão Duxis Exitium, em latim, faz referência à queda do comandante de uma organização criminosa.
Entre os alvos estão apontados como integrantes da liderança do grupo, incluindo o suposto líder, uma filha dele e um dos principais gerentes da organização.
Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão, sendo três em Tacima e outros quatro no sistema prisional.
Dos mandados cumpridos em unidades penitenciárias, três foram executados no Presídio João Bosco Carneiro, em Guarabira, e um na Cadeia Pública de Araruna.
As medidas cautelares foram cumpridas a partir de investigações que contaram com informações produzidas e compartilhadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO). Os dados contribuíram para a identificação da estrutura do grupo e das funções desempenhadas por seus integrantes.
Durante as diligências realizadas em Tacima, os policiais localizaram, na residência de um dos investigados, porções de maconha e cocaína.
Em outro imóvel relacionado a uma das investigadas, foram encontrados aproximadamente 9 mil pinos utilizados para o acondicionamento de cocaína.

Segundo a Polícia Civil, a quantidade expressiva de material destinado ao armazenamento e fracionamento de entorpecentes representa um elemento relevante para a investigação, indicando a possível capacidade operacional da organização para a distribuição de drogas.
As apurações apontam ainda que o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções entre seus integrantes. Alguns seriam responsáveis pela comercialização de drogas e armas de fogo, enquanto outros atuariam na arrecadação dos valores utilizados para manter as atividades criminosas.
Esse sistema de arrecadação seria realizado por meio de uma espécie de “caixinha”, segundo as investigações.
A Operação Duxis Exitium também evidencia, de acordo com as forças de segurança, a atuação de organizações criminosas que continuam mantendo atividades ilícitas e exercendo influência mesmo quando parte de seus integrantes já está recolhida ao sistema penitenciário.
A operação reforça a integração entre as forças de segurança no combate ao crime organizado e na identificação dos responsáveis pela manutenção dessas estruturas criminosas.
Por Patos Online
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