
Quem trafega pelas rodovias estaduais da Paraíba tem notado uma presença expressiva de maquinários pesados e operários ao longo das últimas semanas. Imagens e vídeos que circulam nas redes sociais, a exemplo de registros recentes na PB-075, no perímetro urbano entre Guarabira e a Guaraves, mostram trechos inteiros passando por intervenções profundas, mas o que parece para alguns uma ação repentina é, na verdade, o resultado do alinhamento de dois fatores fundamentais de engenharia rodoviária: a trégua do rigoroso período chuvoso e a entrada em vigor de novos contratos operacionais de conservação.
Para além do debate político comum em anos eleitorais, a rotina da infraestrutura viária obedece a critérios técnicos rigorosos. Diferente do que sugerem publicações desinformadas na internet, a manutenção rodoviária estadual é um trabalho contínuo que nunca é paralisado, mesmo sob condições climáticas adversas, quando as equipes permanecem em monitoramento e realizando reparos de contenção emergencial. A intensidade das ações agora visíveis nas pistas explica-se diretamente pela física do asfalto e pelo cronograma administrativo:
O fim do inverno atípico e o limite técnico da água - desde abril, a Paraíba enfrentou um dos volumes de precipitação mais contínuos e atípicos dos últimos anos, atingindo com força redobrada o Litoral, o Brejo e o Vale do Mamanguape. Qualquer intervenção no pavimento segue critérios técnicos claros: a engenharia não trabalha sobre solo saturado. Fazer asfalto com a base da rodovia encharcada compromete a aderência do material e gera retrabalho a curto prazo. Com o recuo definitivo das chuvas e o tempo seco, as equipes puderam entrar em campo com equipamentos pesados para executar serviços profundos, mais rápidos e com garantia de durabilidade.
Novos contratos com poder de restauração estrutural - outro ponto decisivo foi a assinatura e emissão das ordens de serviço dos novos contratos de manutenção rodoviária, oficializados a partir de junho. Diferente dos contratos antigos, que cobriam apenas reparos rotineiros como tapa-buracos e remendos, os novos contratos trazem frentes de restauração parcial. Isso permite trabalhar com máquinas recicladoras na restabilização da base da rodovia nos trechos mais críticos. Após refazer essa estrutura da base e eliminar as falhas, a estrada recebe uma nova camada de asfalto em Tratamento Superficial Duplo (TSD), resultando em um trabalho mais ágil e resistente do que a manutenção pontual.
Frentes priorizadas - cada residência rodoviária conta agora com saldo contratual para restabilizar entre 15 e 20 quilômetros dos segmentos mais severamente danificados de sua malha. Na região polarizada por Sapé, por exemplo, eixos de ligação pesada como a PB-071, a PB-057 e a PB-075 já estão no mapa de intervenções prioritárias, somando-se às demais frentes de roço, desobstrução de drenagens e recuperação de erosões que avançam de ponta a ponta no Estado.
Por Assessoria




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