Alguma coisa de grave acomete as Polícias Civil e Militar no sertão paraibano. As noticias dão conta que o delegado geral da Delegacia Regional, Francisco Celeste, e o comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar em Cajazeiras, coronel Gilson Dutra, já teriam feito seus pedidos de exoneração ao comando da Segurança Pública da Paraíba. Eles se queixam de insegurança no combate a brigas de famílias influentes, e da pressão envolvendo a morte do Major Albuquerque, na semana passada.
A reportagem entrou em contato com o coronel Dutra e com o delegado Francisco Celeste e ambos negaram que tenham pedido a exoneração e que haja insatisfação com o trabalho. “O que existe são dificuldades, mas estamos aqui para superá-las”, disse Dutra. Há ainda a informação de que a Polícia Federal foi acionada para instalar uma delegacia na região e dar apoio aos policiais militares, tanto em Cajazeiras quanto em Catolé do Rocha.
Há vários fatos relacionados às insatisfações descritas pelos líderes da Polícia cajazeirense: a morte do subcomandante da PM naquele batalhão, ocorrida na semana passada, uma carta que foi distribuída na cidade com sérias acusações contra o deputado estadual Jeová Campos (PT), e ainda as constantes brigas de tradicionais famílias de Catolé do Rocha, que envolveriam, segundo os policiais, até a guerra pela chefia do tráfico de drogas. Catolé do Rocha é um município com vastas plantações de maconha.
A promotora da cidade, Artimise Leal, confirmou a existência da carta contra Jeová Campos, mas não divulga o seu conteúdo, alegando foro privilegiado do parlamentar. O documento afirma também existir uma investigação contra o delegado Francisco Celeste, mas que todas as informações foram repassadas para a Procuradoria Geral de Justiça, pelo fato do deputado dispor de foro privilegiado.
Uma fonte da cidade revelou que o clima no Batalhão de Polícia Militar na cidade é pesado e a pressão em cima do comandante é muito grande e por isso ele resolveu pedir a exoneração. O fato de Dutra ser amigo próximo do major Albuquerque, que foi assassinado pelo sargento Valdiran, dentro do quartel, estaria agravando a pressão em cima dele.
A Procuradora Geral de Justiça, Janete Ismael, disse que foi informada sobre a carta que foi distribuída em Cajazeiras pela promotora Artimise, mas que ainda não recebeu a documentação enviada por ela.
Ismael informou ainda que dois promotores foram a cidade ouvir o delegado Francisco Celeste, que foi acusado de fazer uma abordagem exagerada a uma promotora da cidade.
O adiamento da audiência pública que o secretário de Segurança, Gustavo Gominho, faria em Cajazeiras para debater as ações da pasta, é outro indicativo da crise que atravessa a Polícia na cidade. Gominho esta realizando uma serie de audiências pelo interior do estado e justamente no dia do encontro em Cajazeira, a programação foi alterada.
Wscom
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