Enquanto o líder do governo, deputado Gervásio Filho (PMDB) apelava nesta sexta-feira, 19, aos deputado de oposição para que “pelo amor de Deus” aprovassem o empréstimo de R$ 191 milhões junto ao BNDES, o deputado oposicionista, Antonio Mineral (PSDB), ocupava a tribuna da Assembléia num discurso radical onde declarou: “Vamos forçar a renúncia do governador Maranhão”.
A crise entre o governo e a oposição (maioria em plenário) recrudesceu nesta sexta-feira, quando numa manobra regimental, a bancada governista quebrou o quorum para votar a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias -, prazo limite para votação. O Legislativo não pode entrar em recesso sem aprovar a LDO.
“Este governo é acostumado a promover confinamentos, e certamente está fazendo isso hoje com seus deputados. Não vamos votar esse empréstimo, vamos forçar a renúncia do governo” discursou Antonio Mineral, que ainda desafiou o governo a atrasar salários, caso ao Assembléia não aprove o empréstimo. “A situação financeira do estado é boa, não precisa desse empréstimo para pagar salário. Duvido que ele seja homem e não pague os salários dos servidores em dia para que a Justiça entre em ação e o obrigue a pagar”, disse Mineral.
Por outro lado, sem largar o telefone celular, o líder do governo, Gervársio Filho, aguardava a leitura do relatório da LDO, que foi feita pelo deputado Aguinaldo Ribeiro, e pelo início da votação, para que ele pudesse obstruí-la pedindo a conferência do quorum. Dezessete deputados estavam em plenário, incluindo o líder do governo. Para votar a LDO seria necessária a presença de dezenove parlamentares em Plenário.
Clima – Antes do início da sessão, o líder do governo tentava esvaziar o plenário. De represente, surgiram dois deputados governistas desavisados: Trécolli Júnior e Márcio Roberto, que alertados por Gervársio, abandonaram rapidamente o plenário.
Convocada apenas para votar a LDO, a sessão terminou cansativa e com momentos de comicidade. Antes de encerrar o seu pronunciamento e leitura do relatório, Aguinaldo Ribeiro foi aparteado pelo deputado governista João Henrique (DEM), famoso pelos seus discursos. Foi o bastante para deixar o aliado Pedro Medeiros (PSDB) irritado.
“Já ta bom, encerra a sessão”, interferiu Pedro, que já estava com sua pasta em mãos para deixar o plenário e voltar para a região do Cariri, sua base eleitoral. Mas Henrique não interrompeu e seguiu com seu longo aparte, falando das emendas que beneficiavam o Cariri, também sua base eleitoral.
Pedro Medeiros, impaciente e sempre gesticulando, levantou-se, circulou pelo plenário, e foi até João Henrique, como forma de pressão para que encerrasse seu aparte. João Henrique, sentado, lia trechos da LDO; Pedro em pé, ao lado de João, mostrava o relógio e pressionava para que parasse.
João Henrique foi vencido, encerrando sua participação enaltecendo o Cariri e declarando para Medeiros.
- Pedro, nós somos do Cariri e eu sou seu servo. Após o final da sessão, só abraços dos dois parlamentares.
João Costa
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