O ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, de 63 anos, morreu às 23h50 desta sexta-feira (20), no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, em decorrência de um câncer disseminado no intestino.
Boletim médico divulgado pelo hospital informou que a doença vinha vinha sendo tratada desde janeiro desse ano, quando foi submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor no intestino.
De acordo com o boletim, Pitta estava internado desde 3 de novembro, acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelos médicos Raul Cutait e Paulo Hoff.
O velório está marcado para as 12h, na Assembléia Legislativa, e o enterro, para as 17h, no cemitério Getsêmani, em São Paulo. O ex-prefeito deixou dois filhos e a mulher, a empresária Rony Golabek, com quem vivia há cerca de cinco anos.
Carreira
Carioca, Pitta estudou economia no Rio de Janeiro e passou por uma temporada de estudos nos Estados Unidos. Em São Paulo, ele trabalhou por vários anos como diretor financeiro da Eucatex, empresa da família de Paulo Maluf.
Ele deixou a empresa para ser secretário de Finanças na gestão de Maluf, de 1993 a 1996. Como na época ainda não havia a possibilidade da reeleição, o então prefeito lançou Pitta como seu candidato e fez dele seu sucessor.
Prefeitura
Pitta foi eleito em 1996, com 62,2% dos votos, derrotando a ex-prefeita Luiza Erundina (PT) no segundo turno. Ele esteve à frente da prefeitura até 2000.
O mandato de Pitta foi marcado por suspeitas de corrupção, com denúncias surgindo em março de 2000, principalmente por parte de sua ex-esposa, Nicéia Camargo, de quem se separou ao fim do mandato. As denúncias envolviam vereadores, subsecretários e secretários - entre as denúncias, está o escândalo dos precatórios, pelo qual chegou a ser condenado.
Devido a denúncias, o prefeito teve seu mandato cassado pela Justiça e ficou 18 dias afastado do cargo - de 26 de maio a 13 de junho de 2000. Neste período, assumiu o seu vice, Régis de Oliveira.
Graças a um recurso, Pitta recuperou o mandato. Ao deixar a prefeitura, em 31 de dezembro de 2000, ele era réu em várias ações civis públicas. Candidatou-se a deputado federal em 2002 e 2006, mas não se elegeu.
Segundo o advogado do ex-prefeito, após deixar a prefeitura Pitta trabalhou como economista, prestando assessoria a empresas.
Prisões
O ex-prefeito chegou a ser preso em julho do ano passado, durante a Operação Satiagraha, mesma ocasião em que também foram detidos o banqueiro Daniel Dantas e o investidor Naji Nahas.
Para o advogado de Pitta as disputas judiciais contribuíram para agravar a doença do ex-prefeito.
Em novembro de 2008, ele teve a prisão decretada por falta de pagamento da pensão à ex-mulher. Em abril deste ano, ele obteve um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) permitindo que cumprisse prisão domiciliar.
À época, ele afirmou que deixou de pagar a pensão a sua ex-mulher, Nicéia Pitta,
devido a perdas de contratos por tido nome envolvido na Operação Satiagraha.
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