Logo após a declaração de apoio do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), ao prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), o senador Cícero Lucena (PSDB), em entrevista ao programa Correio Debate na tarde desta terça-feira (12) voltou a renovar a condição de candidato ao governo do Estado nas próximas eleições.
Cícero, que enumerou todos os pontos de conversações com o bloco tucano na Paraíba, desde a cassação do ex-governador Cássio Cunha Lima, até o recente apoio a candidatura do PSB reafirmou que não vê inviabilidade de candidatura e ratificou a necessidade de estabelecer um palanque nacional do Estado.
“Nunca vi um time ganhar um campeonato sem entrar em campo, e por isso vou continuar como peregrino caminhando pela Paraíba, e levando o projeto do PSDB e viabilizando um palanque para Serra no Estado”, falou.
Cícero disse que espera, até as convenções, poder convencer os aliados políticos da decisão errada que estão por tomar ao apoiar a candidatura de Ricardo Coutinho.
Entre uma das revelações, Cícero disse que Cássio chegou a lhe pedir perdão. “Perdão Cícero, pois pedi que você iniciasse sua caminhada e joguei olho diesel com bola de gude no caminho”. O senador disse que viu o gesto como um reconhecimento de erro, porém Cássio decidiu por apoiar a candidatura de outro partido.
Para Cícero, o embate dentro do partido é tentar convencer os aliados do erro. Ele disse que o candidato Ricardo Coutinho é controverso, já que ainda no ano passado defendia a tese de tirar a Paraíba do atraso, e agora, o próprio Ricardo Coutinhom que se intitula "o novo" quer se unir a quem ele tanto criticou.
“O perigo de um processo desses é, se houver sacanagem no meio do caminho, porque se isso acontecer, ao termino do processo cairá caco para todo lado”, falou.
Cícero também relembrou as eleições de 1990, em que, ao lado de Ronaldo Cunha Lima, a Paraíba comportou três candidaturas, e no segundo turno decidiu pela melhor opção.
“Por que há 20 anos a Paraíba suportava três candidaturas e hoje não suporta mais, temos que deixar a decisão para o povo decidir, para isso existe o segundo turno”, defendeu.
Indagado sobre o momento em que Cássio afirmou que o senador se comprometeria a abdicar da candidatura, Cícero contestou.
“Eu disse que me disponibilizaria a abandonar a disputa, caso a minha candidatura não fosse viável e iria fazer isso apenas próximo das convenções”
Abdicação para Efraim
Entre uma de suas revelações, Cícero afirmou que chegou a abdicar da disputa ao governo do Estado para ceder o lugar a um único nome, e esse nome seria Efraim Morais.
Cícero disse que essa decisão iria ser levada ao ex-governador, ainda nos Estados Unidos, porém as bancadas preferiram aguardar. Durante este tempo, outras decisões foram tomadas e Efraim decidiu desistir de disputar o governo e optou por firmar candidatura à reeleição do Senado.
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