Nesta quinta-feira (26), dia da instalação da CPI da Petrobras, o deputado Ivan Valente (PSOL/SP), membro titular da Comissão pelo PSOL, e seu suplente, deputado Edmilson Rodrigues (PSOL/PA), irão protocolar um requerimento solicitando que sejam anuladas todas as indicações de parlamentares membros da CPI que tenham recebido, direta ou indiretamente, financiamento de campanha das empreiteiras citadas na Operação Lava Jato .
Para Ivan Valente, em nome da ética e de uma conduta imparcial dos parlamentares, a solicitação precisa ser deferida pelo presidente da Comissão. “Para garantir total isenção na apuração dos fatos é fundamental que os parlamentares responsáveis pela investigação não tenham nenhum tipo de envolvimento com as empresas investigadas. Não se trata de fazer acusações, mas a sociedade espera que quem está na CPI para investigar irregularidades não se sinta constrangido pelo fato de ter sido beneficiado, justamente, pelas empresas que estão sob sua investigação”, explica.
Dos 15 deputados já indicados para apurar desvios na Petrobras, ao menos 10 tiveram suas campanhas eleitorais financiadas por empresas que estão sob suspeita. Segundo matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, deste domingo (22), deputados escolhidos pelos partidos para apurar, na Câmara, o esquema de corrupção envolvendo a Petrobras receberam, em 2014, R$ 1,9 milhão em doações eleitorais de empresas citadas na Operação Lava Jato.
O levantamento do jornal considerou a prestação de contas dos candidatos disponibilizada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Empreiteiras como a Andrade Gutierrez, Odebrecht, OAS, UTC, Carioca Engenharia, Galvão Engenharia e empresas do Grupo Queiroz Galvão estão entre as grandes doadoras. Elas são apontadas pelo Ministério Público e já foram citadas pelos delatores como integrantes de um cartel.
O presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), teve 60% de sua última campanha paga com recursos dessas empresas, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (25), na Folha de São Paulo. Em 2014, Motta recebeu R$ 451 mil da Andrade Gutierrez e da Odebrecht. Ele arrecadou um total de R$ 742 mil para sua campanha.
O relator, deputado Luiz Sérgio (PT/RJ), cuja indicação ainda será aprovada pela Comissão, recebeu R$ 962,5 mil das empresas Queiroz Galvão, OAS, Toyo Setal e UTC, o que representa 39,6% da receita de sua campanha.
“O PSOL se orgulha de ser o único partido, dos que elegeram representantes no Congresso Nacional, que não recebeu dinheiro de nenhuma empreiteira. Há muito estamos denunciando que o financiamento privado de campanha é a raiz da corrupção no Brasil. É inadmissível que parlamentares que tenham recebido recursos das empresas investigadas possam continuar como membros da CPI para apurar os desvios denunciados”, explica Ivan Valente.
Fonte: Portal Correio
ELEIÇÕES 2026 Michel Temer anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno
ELEIÇÕES 2026 Resultados em Patos: João lidera votação para o Senado, Nabor fica em 2º e registra redução de 5 mil votos em relação a 2024
ELEIÇÕES 2026 Zema declara apoio a Flávio no 2º turno: “Não vou ficar em cima do muro”
APÓS A ELEIÇÃO Eleito deputado estadual, Segundo Domiciano fala sobre prioridades e atuação na Assembleia
BAIXA Eleição derrota caciques da política e impõe reveses a Motta e Alcolumbre que veem comandos ameaçados
ELEIÇÕES 2026 Lucas Ribeiro vence em 215 dos 223 municípios da Paraíba e supera 70% dos votos em Patos
ELEIÇÕES 2026 Lula vence em todas as cidades da Paraíba no 1º turno; em Patos, foram 60,07% contra 33,79% de Flávio
Eleições 2026 Dr. Jefferson encerra primeira disputa eleitoral com mais de 6 mil votos e projeta novo caminho político
ELEIÇÕES 2026 Efraim diz que respeita resultado das urnas após ficar em segundo na disputa pelo Governo da Paraíba Mín. 22° Máx. 35°