
Na noite da quarta-feira, dia 14 de março de 2.021, o Presídio Procurador Romero Nóbrega, em Patos, foi sacudido pelo início de uma rebelião envolvendo apenados que denunciaram maus-tratos, comida estragada, perseguição e mudanças de presos de celas já estabelecidas para separar membros facções criminosas rivais.
O fato foi registrado por vídeos feitos por alguns apenados participantes da rebelião e enviados para as redes sociais e também à imprensa. Familiares reforçaram a denúncia e apontaram o diretor do Presídio Procurador Romero Nóbrega como responsável pelas questões denunciadas.

Paredes foram derrubadas, colchões incendiados e houve necessidade de intervenção de guarnições especiais do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) e da própria Polícia Penal. Por volta das 02h00 de quinta-feira, dia 15, a situação foi contornada e se começou a identificar os participantes da rebelião localizada. Apenados foram transferidos para outras unidades prisionais e se começou a buscar apurar todos os detalhes.
Houve acompanhamento do episódio em ação por parte da Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção de Patos (OAB/Patos), da Defensoria Pública, Ministério Público Estadual (MPE) e da própria Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (SEAP). Posteriormente aconteceram reuniões e se abriram procedimentos para apurar detalhes do ocorrido.
No dia 09 de abril de 2.021, o jornalista Jozivan Antero recebeu uma carta enviada por um Policial Penal que pediu sigilo da fonte. Na carta, Manoel Eudes, atual diretor do Presídio Procurador Romero Nóbrega, é acusado de promover assédio moral contra os Policiais Penais e de fazer acordo com o líder da facção criminosa “Okaida” para viabilizar transferência de apenadas de tal organização criminosa para a parte de baixo do presídio. Diante desse acordo, se teria iniciado a rebelião por apenados de outra facção que não aceitaram a transferência de baixo para cima.
Na mesma carta, o diretor é acusado de beneficiar Policiais Penais e perseguir outros e de agraciar apenados com bonus diante da não adesão à rebelião do dia 14 de março. De acordo com a carta, os casos foram levados ao conhecimento do MPE.
A reportagem fez contato pessoal com o diretor do Presídio Procurador Romero Nóbrega. Manoel Eudes disse que está de consciência tranquila e que a mesma carta sem identificação foi subscrita por ele e entregue aos órgãos competentes para que tudo seja apurado.
O diretor comentou ainda que a questão é bem mais complexa e envolve fatos que não pode revelar por estarem em segredo de investigação. Manoel afirmou que foi enviado para o desafio de direção do Presídio Procurador Romero Nóbrega e isso está desagradando alguns e, mesmo que sejam servidores públicos ou criminosos, ele vai continuar buscando fazer o correto para pôr ordem no presídio e acabar com os esquemas que estão sendo investigados e descobertos. “Eu que tenho interesse que tudo seja devidamente esclarecido! Exerço minha função de cabeça erguida e durmo tranquilo, pois faço o correto e que tem que ser feito”, finalizou Manoel.
Jozivan Antero - Patosonline.com
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