
A seleção brasileira masculina de vôlei sai sem medalhas das Olimpíadas de 2020, algo que não acontecia desde os Jogos de Sydney-2000. Na disputa pelo bronze contra a Argentina, perdeu por 3 sets a 2 neste sábado (7), com parciais de 25/23, 20/25, 20/25, 25/17 e 15/13.
O desfecho de Tóquio repete o das Olimpíadas de Seul, em 1988, quando o Brasil também perdeu o clássico sul-americano na definição do terceiro lugar, e quebra uma sequência de conquistas da seleção brasileira nos Jogos.
Depois de ficar sem medalhas em 2000, o Brasil foi finalista em todas as edições seguintes dos Jogos: conquistou o ouro em Atenas-2004 e no Rio-2016 e foi prata em Pequim-2018 e Londres-2012.
Os argentinos festejeram a conquista do bronze, afinal somente em 1988 a seleção do país havia subido ao pódio olímpico.
A disputa pelo bronze teve reviravoltas, com altos e baixos dos brasileiros. No primeiro set, a Argentina comandou o placar, aproveitando-se da ineficiência do Brasil no saque. O time brasileiro conseguiu equilibrar o jogo no final da parcial, mas não o suficiente para impedir a vitória adversária por 25 a 23.
Douglas, que havia entrado durante o primeiro set ajudou o Brasil a liderar e a vencer com certa folga o segundo por 25 a 20. Na terceira parcial, a Argentina chegou a abrir 16 a 13, mas os brasileiros cresceram, viraram o placar e fecharam com a mesma vantagem do set anterior.
O quarto set foi o pior do Brasil. Bem nos bloqueios, especialmente com Loser, os argentinos desequilibraram a partida e foram abrindo vantagem até fazer 18 a 10. Também com boa atuação de Conte, a Argentina fechou a parcial, com tranquilidade, por 25 a 17.
No tie-break, mesmo com Douglas de volta, o time brasileiro não se reencontrava. Os argentinos comandaram o placar e chegaram a fazer 10 a 6. Com a entrada de Alan em quadra, o Brasil reagiu e empatou em 12 a 12 e em 13 a 13, mas a Argentina não se abalou nem desperdiçou a chance de fechar o jogo.
O técnico Renan Dal Zotto, que passou um período internado devido a um quadro grave de Covid-19, reconheceu a superioridade argentina na partida e que o time brasileiro ficou tenso. “[O Brasil] não funcionou como time. A engrenagem não funcionou. A gente pede desculpas porque prometemos demais uma medalha”, afirmou ao canal SporTV.
Capitão e levantador do time, Bruno admitiu a inconstância da equipe e do próprio desempenho. “É uma frustração muito grande. É difícil encontrar palavras. Agora é assumir nossas responsabilidades, eu, como capitão e levantador, principalmente. Nessas horas, tem que engolir o choro e partir para a próxima.” Renan e Bruno evitaram falar se continuarão ou não na seleção.
Wallace, ao contrário, afirmou que deve se despedir da equipe. "Acho que o ciclo se encerrou. Estou há 11 anos na seleção, sinto que tudo que eu tinha que dar pra seleção já foi dado e agora é bola pra frente”, declarou o atleta de 34 anos. Ele também admitiu falhas durante o torneio olímpico, mas defendeu o empenho da equipe. “Não falou dedicação e sacrifício.”
(Com informações do Olimpíada Todo Dia)
Wellington Ramalhoso, da CNN
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