
Nos próximos dois sábados, dias 9 e 16, o Campinense vai jogar duas vezes com o América-RN em confronto valendo uma vaga na Série C de 2022.
E se não falta motivação para um confronto que pode mudar o rumo da história da Raposa, logo em um ano de reestruturação administrativa e financeira, outro fator importante para a equipe de Campina Grande será o fato de, pela primeira vez desde março de 2020, o torcedor rubro-negro poder estar de volta para a arquibancada do estádio Amigão, na partida de volta.
Para o treinador Ranielle Ribeiro, esse incentivo será fundamental e com certeza será sentido dentro de campo.
– A presença do torcedor será a mola propulsora na busca pelo nosso acesso. O torcedor, principalmente o do Campinense, está sedento por esse retorno. Todo profissional de futebol, quando entra em um estádio com torcida, e principalmente nas condições que teremos na segunda partida, com torcida única e podendo comemorar um acesso, dá um incentivo a mais, uma motivação a mais para conquistar o resultado. Acho de extrema importância a volta do torcedor. Se faltava um tempero para a coisa dar certo, era esse. Peço que, da mesma forma que estavam nos apoiando pelas redes sociais, pelo rádio e pela TV, o torcedor nos apoie das arquibancadas, pois contamos com a ajuda deles – disse.
Por mais de dez anos, a casa do treinador do Campinense foi justamente o rival do alvirrubro de Natal, o ABC-RN. Inclusive, para o Mecão, é importante o acesso do alvinegro pois, caso o time não suba para a Série C, ele só irá retornar à quarta divisão caso o Elefante suba de divisão. E contra seu antigo vizinho e adversário, Ranielle Ribeiro afirma não ter uma motivação especial, pois existe respeito entre ambos.
– Não tenho a vaidade de voltar para Natal para mostrar que sou melhor do que ninguém, que preciso ser valorizado. Eu trabalho diariamente para conseguir a admiração do meu torcedor, da minha família e daqueles que torcem por mim. Sou feliz aqui em Campina Grande, sou muito bem recebido tanto pelo raposeiro, quanto pelo trezeano, que me vê na rua e me aborda de forma muito respeitosa. Então, o que tenho para provar, estou provando aqui na minha realidade, que é o Campinense – afirmou.
Segundo e terceiro colocados do Grupo A3 da primeira fase da quarta divisão, Campinense e América-RN tem tido duelos importantes nos últimos anos e, consequentemente, uma equipe já é ciente das características do adversário. Este é um ponto também destacado pelo treinador Ranielle Ribeiro.
– O benefício de enfrentarmos o América-RN neste mata-mata do acesso é de conhecer o adversário que enfrentaremos. A parte negativa é que eles também nos conhecem. Será um jogo de detalhes, e jogos de detalhes são definidos por alguma manobra para surpreender o adversário, ou no um contra um, num desequilíbrio individual. Numa tônica muito semelhante à dos clássicos. Ninguém vai querer errar, sabendo do potencial da equipe adversária – explicou.
Apesar de ser o terceiro encontro das equipes nesta Série D, com relação a primeira partida entre ambos, pela segunda rodada, no dia 13 de junho, em Campina Grande, vencido pela Raposa em sua melhor exibição na temporada, apenas dois jogadores do Mecão naquela oportunidade foram titulares nas oitavas de final, no jogo da volta diante do Moto Club-MA: o goleiro Samuel Pires e o volante Wellington Cézar.
Equipe @Vozdatorcida
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