
Eleita em 2018 para o cargo de presidente da Federação Paraibana de Futebol, Michelle Ramalho está próxima de passar, mais uma vez, pelo processo de eleição. Em entrevista ao Mangaba Podcast, a gestora confirmou que tentará a reeleição.
Perguntada sobre uma possível candidatura à nova gestão da Confederação Brasileira de Futebol, Michelle ressaltou que ainda há muito para fazer na Paraíba e que, por isso, por hora, não cogita trabalhar na sede da entidade, no Rio de Janeiro, mas admite a possibilidade de ser uma das oito vices que possui a CBF.
– De vice-presidente, com certeza. Agora se for para trabalhar dentro da CBF, nesse momento, eu não teria interesse porque ainda tenho muito por fazer na Federação Paraibana de Futebol. O meu projeto é a longo prazo. Infelizmente essa pandemia atrapalhou demais os meus planos, então vou para a reeleição porque tenho certeza que será nesse ano e já sou candidata – declarou a presidente.
O ano de 2022 será de iminência de novas eleições na CBF, que darão os rumos da entidade até o ano de 2027. Isso porque, após o afastamento de Rogério Caboclo via Comissão de Ética do Futebol Brasileiro, a reorganização é necessária. Com a segunda condenação, a punição de Caboclo extrapola o seu mandato, com encerramento em abril de 2023.
Com as mudanças e a proximidade de Michelle Ramalho com a alta cúpula, o nome da paraibana começa a ser ventilado entre os possíveis vice-presidentes. A gestora deixou claro que pode até colocar seu nome à disposição, mas a prioridade é para a FPF.
– Não impede (ser presidente da FPF e vice-presidente da CBF), tem alguns presidentes de federações que podem cumular vice-presidência da CBF. Se, daqui para lá, tivesse que optar entre a vice-presidência da CBF e a Federação Paraibana, eu fico com a presidência da federação. Porque o trabalho precisa muito, o futebol da Paraíba precisa muito. Já fizemos, mas ainda tem muito o que fazer – declarou Michelle Ramalho.
A mandatária mencionou o choque de gestão inicial pela renovação da arbitragem paraibana, em decorrência do processo de desgaste oriundo da Operação Cartola, que envolvia compra de resultados no futebol.
-Eu vim do STJD, que é um órgão que julga essas coisas, saindo do órgão que atirava pedra, para receber as pedradas dos outros. Quando saí para emprestar o meu nome e vir para a federação, eu só tinha duas opções: ou elevar o nome da federação ao meu, ou cair junto – afirmou.
A presidente tem até o fim de 2022 para convocar novas eleições e pleitear o cargo mais uma vez.
Michelle ressaltou ainda que a FPF vem encerrando as conversas com a Rede Paraíba de Comunicação para a transmissão, por mais um ano, do Campeonato Paraibano, e disse concordar com os valores que foram cobrados em 2021 pelo pay per view. A competição começa no dia 3 de fevereiro.
Equipe @Vozdatorcida
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