O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou à Justiça mais uma denúncia da Operação Indignus, que apura desvios e fraudes na gestão do Hospital Padre Zé e de outras entidades. Na peça, os promotores relataram uma compra ‘fantasma’ de monitores para a unidade hospitalar durante a pandemia. Apesar dos pagamentos, os equipamentos nunca foram entregues. No sábado (2), o MP já havia apresentado à Justiça duas denúncias.
Na denúncia desta terça-feira (5), são denunciados o padre e ex-diretor da unidade, Egídio de Carvalho Neto, a ex-tesoureira Amanda Duarte e o empresário João Diógenes Holanda. Um outro empresário, Ironaldo Guimarães, também aparece no relato das supostas fraudes, mas não foi denunciado.
Padre Egídio firmou um “Acordo de Não Persecução Penal” com o Ministério Público e colaborou com as investigações. Conforme a denúncia, em 2021, o Padre Zé firmou um “Termo de Fomento” com a prefeitura de João Pessoa (PMJP) para compra de medicamentos e a aquisição de 38 monitores multiparamétricos.
“Egídio Neto, juntamente com Amanda Dantas, Diógenes Holanda e Ironaldo Guimarães perpetraram o desvio de recursos públicos destinados à aquisição desses equipamentos, totalizando R$ 363.926,00 (trezentos e sessenta e três mil, novecentos e vinte e seis reais). Para tanto, utilizaram-se de uma nota fiscal ideologicamente falsa, com o objetivo de justificar a transferência do montante a Ironaldo Guimarães, que, de fato, nunca esteve na posse dos equipamentos, tampouco os entregou ao Hospital Padre Zé”, relata a denúncia.
Os investigadores afirmam que padre Egídio recebeu parte dos recursos desviados em sua conta bancária (R$ 13,7 mil) e “ocultou e/ou dissimulou o produto do seu crime, ordenando que Ironaldo Guimarães transferisse R$ 200 mil à empresa Sousa Júnior Construtora, para pagamento de uma parcela de um imóvel que ele havia adquirido, e também à R$ 53.333 mil à S.M. Andrade Comércio Ltda, para aquisição de móveis de alto luxo, bem como autorizou que Diógenes Holanda recebesse R$ 54,5 mil em espécie de Ironaldo Guimarães”.
As supostas transações, contudo, teriam sido ‘maquiadas’ com a apresentação de uma nota fiscal falsa para burlar a prestação de contas à prefeitura de João Pessoa.
Na denúncia, Egídio é enquadrado para responder por peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Já Amanda, é denunciada por peculato. No caso de João Diógenes, ele também é denunciado pela prática de peculato.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/I/A/FZOiEBRmeHbLUlhbUFcw/padreze.jpg)
A defesa da ex-tesoureira Amanda Duarte informou que ainda analisa a denúncia e, somente após isso, irá divulgar um posicionamento.
Já o advogado Rawlinson Ferraz, que faz a defesa do padre Egídio, afirmou em nota que “a defesa técnica de Padre Egídio segue firme em fazer valer a garantia constitucional maior de um Estado democrático, a presunção de inocência e da não-culpabilidade. Nessa toada, agora, sob o crivo do contraditório, continuaremos diuturnamente a defesa intransigente do nosso cliente”.
A defesa do empresário João Diógenes não foi localizada pelo g1 para obter um posicionamento acerca da denúncia.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2021/j/Q/Qay5XmSPSM3iBtSGr2Lg/hospital-padre-ze.jpeg)
Na primeira denúncia feita pelo Ministério Público, o MP acusa o padre Egídio e duas ex-diretoras de fraudes na compra e aluguel de um veículo Spin, que foi adquirido pelo instituto Padre Zé e foi colocado no nome de Jannyne Dantas.
O MP relata fraudes na compra de um veículo Spin por R$ 122 mil no início de 2022. O carro, conforme os investigadores, foi adquirido pelo instituto Padre Zé e colocado no nome de Jannyne Dantas. De acordo com o Gaeco o veículo era utilizado, no entanto, para fins particulares da ex-diretora.
Ainda conforme a denúncia, os investigados ainda alugaram o carro ao próprio Instituto Padre Zé, pagando a quantia mensal a Jannyne de R$ 3,5 mil.
Nesse caso, a defesa de padre Egídio disse que a defesa continua resiliente na tentativa de obter a liberdade do religioso e que provará a inocência do mesmo. Já os advogados das ex-diretoras afirmam que rejeitam vigorosamente a denúncia.
Fonte: g1 PB
TRÂNSITO Entregador de gás morre após colisão entre moto e carro em João Pessoa
VIOLÊNCIA Mulher é morta a facadas pelo ex-companheiro em Conceição
EM FLAGRANTE Homem é flagrado furtando fios no Centro de Patos na madrugada deste sábado (6); veja as imagens
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Polícia Militar atende ocorrência de violência doméstica e conduz envolvidos à delegacia em Patos
Apreensão PM apreende drogas e dinheiro durante festividades em Malta; suspeitos são conduzidos à delegacia
PRISÃO Justiça mantém prisão de patoense condenado por estelionato, detido em shopping de João Pessoa
JUSTIÇA Fernando Cunha Lima retorna ao presídio após encerramento de prisão domiciliar
EXTRAÇÃO IRREGULAR Batalhão Ambiental flagra extração irregular de areia em área de preservação no Rio Farinha, em Passagem, e encaminha responsável à Polícia Federal
OPERAÇÃO DIVISA Polícia Militar realiza Operação Divisa com reforço da segurança nas fronteiras entre Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte Mín. 19° Máx. 32°