
O médico pediatra Fernando Paredes Cunha Lima, condenado por estupro de vulnerável na Paraíba, voltou a cumprir pena no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa, nesta sexta-feira (5). Ele se apresentou à unidade prisional após o encerramento do período de 180 dias de prisão domiciliar concedido pela Justiça.
Segundo o advogado de defesa, Lucas Mendes, foi protocolado um pedido de prorrogação da prisão domiciliar com base em questões de saúde do médico. Até o momento, não há prazo para que a Justiça da Paraíba analise o requerimento.
Fernando Cunha Lima estava em prisão domiciliar desde dezembro de 2025, quando deixou o Presídio Especial do Valentina após decisão judicial.
Na última terça-feira (2), uma das condenações impostas ao médico teve a pena ampliada pela Justiça. A sentença passou de 22 anos, 5 meses e 2 dias para 32 anos e 7 dias de prisão, após o reconhecimento de mais um crime de estupro de vulnerável.
Além desse processo, o pediatra também foi condenado em março de 2026 em outra ação pelo mesmo crime, recebendo pena de 20 anos de reclusão.
De acordo com decisões judiciais, os abusos ocorreram durante consultas médicas realizadas em março e abril de 2021. A Justiça entendeu que os atos aconteceram em ocasiões distintas, configurando crimes independentes.
Em uma das ações, o médico foi absolvido da acusação envolvendo outra menor de idade por insuficiência de provas, aplicando-se o princípio jurídico do in dubio pro reo.
Fernando Cunha Lima se tornou réu em agosto de 2024, quando a Justiça aceitou a primeira denúncia por estupro de vulnerável. A ordem de prisão foi decretada em novembro daquele ano, mas ele não foi localizado e passou a ser considerado foragido.
O médico foi preso em Pernambuco, no dia 7 de março de 2025, sendo transferido para a Paraíba uma semana depois.
Ao todo, Fernando Paredes Cunha Lima foi denunciado por abusos contra seis crianças que eram suas pacientes. A primeira denúncia formal foi registrada em julho de 2024, após a mãe de uma criança relatar ter presenciado um suposto ato de abuso durante uma consulta médica.
Após a repercussão do caso, outras vítimas procuraram a Polícia Civil para relatar situações semelhantes, incluindo uma sobrinha do médico, que afirmou ter sido abusada por ele na década de 1990.
Por Patos Online
Com informações do g1 PB
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