
A Justiça revogou, neste domingo (31), a prisão do médico Algacy Fernando Vieira de Lorena e Sá após ausência de provas de que ele teria agredido a ex-esposa. O inquérito da Polícia Civil da Paraíba, encerrado na sexta-feira (29), indicou que Algacy estava trabalhando no momento das agressões. De acordo com o delegado Lucas Rothardand, de Piancó, o álibi foi comprovado por depoimentos e imagens de circuito de segurança.
No inquérito, a polícia também pediu a revogação da prisão preventiva do médico. Na decisão, a Justiça considerou que a Polícia Civil não encontrou provas para indiciar o médico.
"A prisão processual do réu passou a ser ilegal, uma vez que os fatos apurados pelo Delegado de Polícia Civil não foram comprovados, ou seja, o investigado sequer foi indiciado", escreveu o juiz José Milton Barros de Araújo Vita na decisão.
Sobre a falta de provas, ao ser procurada pelo g1, a defesa da mulher contestou pontos do inquérito e disse haver somente uma imagem de segurança na qual o médico ingressa no hospital às 14h35 e não é mais visto. Também afirmou que já solicitaram e estão aguardando a manifestação do Ministério Público da Paraíba (MPPB) sobre o caso. Sobre a revogação da prisão, a defesa da ex-esposa ainda não se pronunciou.
Conforme denúncia, a mulher afirmou que, após uma audiência de conciliação no Fórum de Piancó, no dia 25 de março, teria sido perseguida pelo médico de 65 anos e agredida. Ela estava sozinha no momento. O médico foi preso no dia 27 de março.
Exames de corpo de delito confirmaram que a mulher foi agredida, no entanto, circuito de câmeras de segurança mostraram que o médico estava trabalhando no Hospital Regional de Piancó no horário das agressões relatado pela denunciante.
A mulher divulgou prints de conversas com supostas ameaças por parte do médico. O delegado afirmou que as mensagens não entraram na investigação porque a denunciante não anexou ao processo, mas que serão investigadas.
Ainda segundo o delegado, o médico afirmou que não tinha contato com a mulher há pelo menos duas semanas. A mulher pode ser investigada por denúncia caluniosa.
Fonte - G1/PB
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