
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera mais provável a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, conforme proposta apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
A medida faz parte de uma investigação que analisou a atuação de diversos países no combate à entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Segundo o relatório, o Brasil está entre as nações que não teriam implementado mecanismos considerados eficazes para impedir esse tipo de importação.
Além do Brasil, a lista inclui países como China, Argentina, Austrália, Japão, Reino Unido, Índia e África do Sul.
De acordo com integrantes do governo brasileiro, a eventual sanção é vista como mais difícil de ser revertida por envolver uma pauta internacionalmente sensível, relacionada ao combate ao trabalho escravo e à proteção dos direitos trabalhistas.
Paralelamente, os Estados Unidos também avaliam a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros em uma investigação específica voltada ao Brasil.
Nesse caso, o relatório cita temas como comércio digital, proteção à propriedade intelectual, combate à corrupção, desmatamento ilegal, mercado de etanol e o sistema de pagamentos instantâneos Pix.
A avaliação do governo brasileiro é que há mais espaço para negociação nessa segunda frente, por meio do grupo de trabalho bilateral criado entre os dois países.
Caso as duas propostas sejam aprovadas integralmente, a taxação sobre alguns produtos brasileiros poderia chegar a 37,5%.
As propostas ainda passarão por consultas públicas e audiências nos Estados Unidos antes de uma decisão definitiva da administração do presidente Donald Trump.
O governo brasileiro pretende intensificar as negociações nas próximas semanas para tentar reduzir ou evitar os impactos das medidas sobre as exportações nacionais.
A expectativa é que o tema também esteja entre os assuntos discutidos durante a reunião do G7, na França, evento que contará com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Donald Trump ainda neste mês.
Por Patos Online
Com informações do Metrópoles
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