
O policial civil Francisco de Assis Henriques Barbosa, conhecido por Henriques, acusado de matar a tiros o vendedor Ewerton Elmo Camboim Lustosa, de 35 anos, mais conhecido por “Diral”, foi transferido para o Presídio Especial Valentina de Figueiredo, na capital João Pessoa.
Henriques foi autuado por homicídio qualificado e estava cumprindo prisão preventiva no Presídio Procurador Romero Nóbrega, em Patos. Ele foi transferido para a capital no final da manhã desta segunda-feira (15).
Nesta penitenciária, os beneficiados por regime especial ficam aguardando o julgamento. Uma vez julgado e, caso condenado, o preso é direcionado para uma unidade comum determinada pela Vara de Execução Penal.
Em março do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou, por unanimidade, a previsão de prisão especial, antes da condenação definitiva, para quem tem diploma de curso superior. No entanto, apesar da decisão, os ministros ressaltaram que presos podem ser separados, inclusive os com diploma de curso superior, para garantir a proteção da integridade física, moral ou psicológica, como prevê a lei.
O crime que vitimou Ewerton Diral aconteceu na madrugada do último sábado (13), por volta das 01h11min, em frente a um bar no bairro Novo Horizonte.
O policial teve uma crise de ciúmes ao presenciar sua ex-namorada na companhia da vítima. Diral foi assassinado com cerca de seis disparos à queima-roupa, e ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu e morreu minutos depois no Complexo Hospitalar Regional de Patos.
O crime gerou bastante repercussão, tendo em vista que Diral era um rapaz trabalhador e pai de três filhos. Neste domingo, 14, o cirurgião dentista Abraão Lyncolly, cunhado da vítima, publicou um vídeo emocionado, exigindo justiça para o assassinato de Ewerton.
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Por Patosonline.com
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