
A Paraíba concluiu com êxito nesta sexta-feira (26) a participação, por meio da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap-PB) na quinta fase da Operação Mute, que ocorreu em todo o País, realizada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O secretário João Alves afirma que mais uma vez a Polícia Penal cumpriu seu papel no apoio à SENAPPEN na busca e retirada de celulares localizados nas prisões. Ação imprescindível para evitar a comunicação ilícita das organizações criminosas.
Na Paraíba a Operação Mute ocorreu dia 24 na Penitenciária de Segurança Máxima “Geraldo Beltrão”, em João Pessoa; dia 25 em Guarabira, no presídio Padrão João Bosco Carneiro e foi concluída nesta sexta-feira no presídio Padrão de Patos. Em cada estado a Operação Mute teve a supervisão de policiais penais federais.
Em todo o Brasil a operação contou com a atuação de policiais penais federais e estaduais em 107 unidades prisionais.
Somando o resultado das quatro fases anteriores, a Operação Mute no país poderá, ao final da quinta fase, chegar a número superior a 4 mil celulares apreendidos. O que destaca, ainda mais, a importância desta operação que é considerada a maior realizada pela SENAPPEN no contexto de combate ao crime organizado. A previsão é de chegar a mais de 1,7 mil materiais perfurocortantes retirados das celas.
O número de policiais penais envolvidos na operação também chama a atenção. Foram milhares de agentes com atuação em mais de 350 unidades prisionais onde estão custodiadas mais de 300 mil pessoas privadas de liberdades.
Na Operação Mute, policiais penais realizam as revistas em pavilhões e celas. Os aparelhos celulares são as principais ferramentas utilizadas pelo crime organizado para a perpetuação de delitos e o consequente avanço da violência nas ruas. A Operação Mute é a maior realizada pela SENAPPEN no contexto de combate ao crime organizado, pelo número de estados participantes, quantidade de policiais penais federais e estaduais envolvidos e unidades prisionais estaduais revistadas.
Essas comunicações proibidas configuram um problema nacional com sérios impactos sociais, psicológicos e econômicos. Neste contexto, a Diretoria de Inteligência Penitenciária (DIPEN) propõe medidas de implementação de rotinas e procedimentos nos estabelecimentos penais e em conjunto com outras forças para o enfrentamento das comunicações proibidas no sistema prisional nacional.
Ascom/Seap-PB com SENAPPEN




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