
Os familiares do fisioterapeuta Cleiton Leite, condenado a 23 anos de prisão pela morte de sua esposa, Ayane Michele, vieram a público solicitar uma revisão do caso, apontando graves falhas processuais.
No dia 15 de outubro de 2020, Cleiton Leite foi preso pelo então delegado de polícia Ubiratan Rocha, sob a acusação de feminicídio contra Ayane Michele. Posteriormente, ele foi julgado e condenado em júri popular. Entretanto, a família alega que o processo foi marcado por graves falhas, que comprometeram a credibilidade da decisão judicial e a liberdade de um inocente.
Entre os erros, a família aponta:
Negação do direito de defesa plena
Em um júri popular, é direito constitucional do réu apresentar testemunhas em sua defesa. Contudo, no caso de Cleiton, duas testemunhas fundamentais não foram ouvidas:
A Sra. Simone Rodrigues, paciente atendida por Cleiton no momento dos fatos. Simone estava na sala 01 com Cleiton e confirmou que ele permaneceu ali até ser chamado pela secretária Jane.
A secretária Jane, que encontrou Ayane Michele morta na sala 02, em posição de enforcamento, e imediatamente chamou Cleiton para prestar socorro.
O Sr. Licimário Siqueira, que estava em frente à sala 02 no momento em que Ayane foi encontrada, relatou ter visto Cleiton saindo da sala 01 após ser chamado por Jane e presenciou o fisioterapeuta socorrendo Ayane e levando-a ao hospital.
A exclusão desses depoimentos comprometeu a análise dos fatos e violou os princípios da ampla defesa e do contraditório.
Omissão de provas pela polícia
Informações contidas nos celulares da vítima foram ocultadas pela polícia e não incluídas no processo. Essas evidências poderiam comprovar que Cleiton não teve qualquer envolvimento com a morte de Ayane Michele.
Negativa de novos laudos e exumação do corpo
A família do réu solicitou um novo laudo pericial e a exumação do corpo da vítima para esclarecer os fatos, mas esses pedidos foram negados pela Justiça.
Além disso, a família aponta elementos que reforçam a inocência do acusado, incluindo:
Histórico de saúde mental da vítima
Ayane Michele apresentava um histórico de tentativas de suicídio antes mesmo de conhecer Cleiton Leite. Ela já tomava diversos antidepressivos e, quatro meses após seu casamento, tentou tirar a própria vida cortando os pulsos. No dia anterior à sua morte, Ayane deu entrada em um hospital na cidade de Tabira após ingerir 20 comprimidos psicotrópicos, como consta no prontuário médico.
Apoio psicológico incentivado por Cleiton
Após conhecer Cleiton Leite, ele a convenceu a buscar tratamento psicológico, demonstrando preocupação e cuidado com sua saúde mental.
Carta manuscrita e áudios da vítima
Uma carta escrita por Ayane minutos antes de sua morte reforça a hipótese de suicídio. Também há registros de áudios e mensagens que indicam comportamentos de chantagem emocional contra Cleiton, demonstrando que ele não teve qualquer vínculo com a causa da morte.
Testemunhas ignoradas
O relato de Simone Rodrigues, que confirmou que Cleiton estava atendendo-a na sala 01 no momento em que Ayane foi encontrada morta na sala 02, e o depoimento de Licimário Siqueira, que presenciou Cleiton sendo chamado para socorrer Ayane, são provas essenciais que foram desconsideradas no processo.
Gravidade dos erros judiciais
Segundo a família, o caso do fisioterapeuta Cleiton Leite expõe falhas graves no sistema de justiça, que culminaram na condenação de um inocente. A ausência de análise das provas, a exclusão de testemunhas essenciais e a omissão de informações contidas nos celulares da vítima violaram os direitos do réu e comprometem a credibilidade do julgamento.
Os familiares de Cleiton Leite pedem a revisão imediata do caso, com a inclusão de todas as provas ignoradas e os depoimentos das testemunhas que presenciaram os acontecimentos.
No ano passado, uma reportagem especial foi exibida no programa Domingo Espetacular, da TV Record. Confira:
Fonte: Blog do Nill Junior
Eoneração Comandante-geral da Polícia Militar e comandante do 21º BPM pedem exoneração dos cargos na Paraíba
Incêndio em veículo Carro é destruído por incêndio durante a madrugada em São José do Bonfim
Mudanças Após cerca de 13 anos, delegado Cristiano Jacques deixa superintendência de Polícia Civil em Patos e Gilson Duarte assume comando
Mudanças Delegado Rodrigo Monteiro deixa comando da 15ª Seccional de Patos após mais de dois anos com resultados expressivos; Ilamilto Simplicio assume a delegacia
Envenenamento Morte de cerca de 15 animais com suspeita de envenenamento é investigada em Teixeira
Semana Santa PRF-PB inicia Operação Semana Santa 2026 com foco no combate às ultrapassagens proibidas
Curso de Formação Governo da Paraíba convoca suplentes da PM e Bombeiros para 3ª turma do curso de formação
Sanidade Mental Justiça anula decisão que levaria acusado de matar farmacêutica a júri e determina exame de sanidade mental
Embriaguez PRF prende motorista por embriaguez ao volante após acidente na BR-230, em Malta Mín. 22° Máx. 33°