
A Polícia Civil da Paraíba afirma que identificou um bar suspeito de realizar o “bingo de mulheres”, na cidade de Lagoa de Dentro, e ouviu testemunhas. O caso foi denunciado publicamente por um padre durante uma missa transmitida ao vivo no domingo (9). Segundo a denúncia, mulheres seriam sorteadas como prêmios.
De acordo com o delegado Sylvio Rabelo, um dos proprietários do bar prestou depoimento e negou a irregularidade. Rabelo afirmou que os donos do estabelecimento são pai e filho, e que costumam receber mulheres envolvidas com a prostituição no local.
O padre Adauto Tavares, responsável pela denúncia, também foi ouvido pela polícia. Segundo o delegado, o padre descobriu o bingo durante conversas informais com fiéis, após uma missa realizada em um sítio próximo ao bar.
“Ele relatou que, como líder religioso, tinha a obrigação de comunicar os fatos. Por isso, fez a denúncia durante a missa dominical, e a Polícia Civil tomou conhecimento, iniciando as investigações. De fato, existe um bar nesse sítio que estava promovendo esse tipo de bingo", destacou o delegado.
O caso foi denunciado publicamente por um padre durante missa transmitida ao vivo no domingo (9). Segundo a denúncia, mulheres seriam os prêmios nos sorteios.
A denúncia foi feita pelo padre da Paróquia São Sebastião, Adauto Tavares, que mencionou o suposto esquema durante a missa. Ele afirmou que pessoas ligadas à igreja estariam envolvidas e pediu que o caso fosse levado à Justiça.
O Ministério Público da Paraíba anunciou na segunda-feira (10) que abriu um procedimento para apurar as denúncias. No dia seguinte, a Polícia Civil também afirmou que abriu um inquérito para investigar as denúncias.
O Ministério Público da Paraíba já havia informado que o primeiro passo da investigação seria ouvir o padre para obter mais informações sobre os possíveis envolvidos e vítimas. O órgão também reforçou que a Promotoria de Jacaraú está aberta para receber novas denúncias.
O delegado Sylvio Rabelo explicou que o caso pode envolver diferentes crimes, como corrupção de menores, favorecimento à prostituição, aliciamento e comércio de seres humanos. “Que violam inclusive os direitos humanos”, acrescentou.
“Já estamos tomando depoimento dos conselheiros tutelares e de pessoas da cidade. Estamos marcando e ajustando o momento para que o pároco seja ouvido. Nós vamos prosseguir com as investigações. São relatos graves. Nosso objetivo é chegar aos autores”, afirmou o delegado Sylvio Rabelo.
A Polícia Civil deve se reunir com o Ministério Público para discutir o caso.
Fonte: g1 PB
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