
O Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea) confirmou a segunda morte de um recém-nascido em menos de 20 dias em Campina Grande. A criança não resistiu e faleceu logo após o seu nascimento, neste fim de semana. A família denuncia o Instituto por negligência médica.
Segundo a nota da Secretaria de Saúde de Campina Grande, “o recém-nascido foi a óbito em uma unidade hospitalar privada contratualizada, após o parto no Isea”. Ainda afirmam que, “a cirurgia cesárea foi realizada e o recém-nascido passou por reanimação cardiopulmonar. O bebê ficou internado na UTI Neonatal e às 14h30 foi transferido em estado regular para o Hospital da Clipsi. Na unidade hospitalar, a criança foi a óbito. A mãe recebeu alta médica do ISEA no dia 28 de março.”
A mãe do bebê, afirma que seu filho foi transferido para outra unidade sob a justificativa de que havia ingerido líquido amniótico, mas a família não teria sido informada imediatamente sobre seu estado de saúde e abriu um boletim de ocorrência que foi registrado junto à Polícia Civil.
Essa é a segunda morte de um recém-nascido na instituição sob denúncia de negligência médica. No primeiro caso, a mãe da criança teria recebido uma superdosagem de um medicamento para induzir o parto, o que resultou na morte do bebê durante o procedimento. A mulher ainda perdeu o útero e faleceu em seguida.
Confira a nota completa da Secretaria de Saúde de Campina Grande:
“A Secretaria de Saúde de Campina Grande esclarece que a Comissão Interna de Investigação do Óbito do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA) já iniciou, de ofício e como de costume, a investigação da morte de um recém-nascido registrada neste fim de semana. A Secretaria Municipal de Saúde esclarece ainda que o recém-nascido foi a óbito em uma unidade hospitalar privada contratualizada, após o parto no ISEA.
A Secretaria Municipal de Saúde informa que todo o prontuário de atendimento foi rigorosamente avaliado. A equipe de obstetrícia identificou fatores de risco associados à gestação e hábitos incompatíveis com a gravidez. Também foi registrada a ausência de exames e consultas de pré-natal.
A gestante foi admitida na maternidade às 02h01 do dia 26 de março com relato de contrações. A paciente foi monitorada constantemente durante toda a madrugada e pela manhã, apresentando contrações normais e ausculta fetal regular. Às 10h, o registro da evolução aponta indicadores normais, e às 10h30 o monitoramento identificou bradicardia na ausculta fetal. A cirurgia cesárea foi realizada e o recém-nascido passou por reanimação cardiopulmonar. O bebê ficou internado na UTI Neonatal e às 14h30 foi transferido em estado regular para o Hospital da Clipsi. Na unidade hospitalar, a criança foi a óbito. A mãe recebeu alta médica do ISEA no dia 28 de março.
O ISEA realiza mais de 6 mil partos por ano, sendo referência para gestação de alto risco para mais de 170 municípios, admitindo casos de alto risco. A instituição tem mais de 70 anos e possui Centro Obstétrico, Centro de Parto Normal, UTI Materna e Neonatal, Ala Canguru, UTI Semi-intensiva, Ucinco, Casa da Mãe, do Bebê e da Puérpera, ambulatórios, casa de vacina, Banco de Leite Humano, entre outros setores e serviços.“
Fonte: Portal Correio
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