Morreu na manhã desta sexta-feira (4) o homem que matou Keine Diniz dos Santos, conhecido como Keininho, dentro de uma copiadora no Campus I da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, por volta das 20h de ontem (04). O autor do crime, identificado como Flávio Medeiros, havia tentado tirar a própria vida após o homicídio, e estava internado em estado gravíssimo no Hospital de Emergência e Trauma da cidade.
De acordo com a Polícia Civil, o crime foi premeditado e motivado por ciúmes. Flávio não aceitava o fim do relacionamento com a ex-esposa e havia descoberto que ela estaria se relacionando com Keininho, que era sócio da copiadora localizada no terceiro andar da Central de Aulas da UEPB, onde foi morto com seis disparos de pistola calibre .380, atingido no rosto e no tórax.
Após cometer o crime, Flávio ainda teria tentado invadir uma escola no bairro Três Irmãs, onde a ex-companheira trabalha, mas não conseguiu acesso. Em seguida, conforme relatado pela polícia, dirigiu-se a uma estrada da cidade e atirou contra a própria cabeça.
Flávio foi socorrido pelo SAMU e deu entrada no Hospital de Trauma durante a madrugada, em ventilação mecânica e com uma grave lesão neurológica provocada pelo tiro, que transfixou a cabeça. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 7h40.
Durante o ataque na copiadora, um segundo homem, Wesley Porto, de 36 anos, também foi atingido por um disparo no ombro esquerdo. Ele foi socorrido pelo SAMU e submetido a cirurgia na manhã desta sexta-feira. Segundo o hospital, seu estado de saúde é estável, e ele segue em observação na enfermaria.
A tragédia chocou estudantes e funcionários da UEPB. A reitoria descartou qualquer possibilidade de atentado contra a instituição, reforçando que se tratou de um crime de natureza pessoal.
Uma Portaria foi publicada suspendendo todas as atividades acadêmicas e administrativas presencias no período de 4 a 11 de abril. Durante esse período, as atividades administrativas serão realizadas de forma remota.
"Essa medida emergencial visa garantir a segurança da comunidade universitária, permitindo que possamos, juntamente as autoridades de segurança pública tomar medidas de controle de acesso nas dependências da Instituição. Neste momento delicado, a Universidade expressa sua solidariedade às famílias envolvidas e a todos os membros da comunidade da UEPB, reafirmando seu compromisso com a segurança e o bem-estar de todos e todas." - diz um trecho da Portaria.
O assassinato gerou pânico entre alunos e funcionários, que evacuaram o prédio após os disparos. A comunidade acadêmica lamenta profundamente a morte de Keininho, um profissional querido e reconhecido pelo seu trabalho dentro da instituição.
Por Felipe Vilar - Patos Online
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