
Faleceu na noite desta terça-feira, 10 de junho, a professora patoense Kelly Keltylly Faustino Lucena, de 33 anos, vítima de um incêndio ocorrido em sua residência no último dia 31 de maio, em Patos, Sertão da Paraíba. Ela estava internada em estado grave no Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, onde foi a óbito por volta das 23h, segundo confirmação da assessoria de comunicação da unidade hospitalar.
Kelly teve cerca de 60% do corpo queimado, com lesões severas no rosto e nos membros. Ela vinha sendo mantida sob ventilação mecânica desde a internação e chegou a apresentar melhora clínica, sendo extubada na manhã do último sábado (7). No entanto, o quadro voltou a se agravar, resultando no falecimento.
O incêndio também vitimou sua mãe, Maria Faustino Lucena, de 58 anos, que não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia 4 de junho. Maria sofreu queimaduras em cerca de 40% da superfície corporal, com comprometimento das vias aéreas.
O filho de Kelly, um bebê de apenas 1 ano e 7 meses, também foi atingido pelo fogo e segue internado em estado grave na UTI Pediátrica do mesmo hospital. Ele sofreu queimaduras em aproximadamente 25% do corpo, incluindo regiões delicadas como rosto, tronco e pé esquerdo. Por conta das lesões faciais, a criança apresenta dificuldades respiratórias, está entubada, sedada e sob uso de drogas vasoativas. O estado de saúde ainda é considerado crítico e inspira cuidados intensivos.
Kelly Keltylly era professora conhecida e querida em Patos. Atuava no Colégio Ágape, no Centro Universitário UNIFIP, e também era diretora da escola de idiomas CCAA. Recentemente, havia sido aprovada em um concurso público, o que simbolizava uma nova etapa promissora em sua vida profissional.
O caso gerou grande comoção na cidade de Patos e em toda a região, especialmente entre colegas de profissão, alunos, amigos e familiares da educadora.
A Polícia Civil segue investigando as causas do incêndio. Segundo familiares, o fogo teria sido iniciado após um desentendimento entre Kelly e o companheiro, Francisco Janailson. A hipótese é de que, em meio à discussão, álcool tenha sido utilizado para atear fogo em um dos móveis da residência.
Imagens do sistema de monitoramento da casa estão sendo analisadas para ajudar na elucidação do caso, e testemunhas devem ser ouvidas para a conclusão do inquérito.
Por Patos Online
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