
Uma pesquisa divulgada neste sábado (28), pelo Instituto Paraná Pesquisas, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é apontado como o principal responsável pelas fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por 30,6% dos entrevistados. O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 22 de junho, com 2.020 eleitores de 162 municípios de 26 estados e do Distrito Federal.
De acordo com o levantamento, os funcionários do próprio INSS aparecem em segundo lugar, sendo responsabilizados por 25% dos participantes. Já o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ocupa a terceira posição, citado por 12% dos entrevistados. Outros responsáveis mencionados incluem sindicatos e associações (7,1%), Congresso Nacional (0,9%), enquanto 3,3% apontaram “todos” como culpados. Um total de 19,9% não souberam ou preferiram não opinar.
O escândalo envolvendo o INSS veio à tona após uma série de reportagens do portal Metrópoles, a partir de dezembro de 2023. Os conteúdos revelaram um esquema de fraudes nas filiações de aposentados a associações que, por meio de descontos em folha, arrecadaram cerca de R$ 2 bilhões em um ano. As denúncias motivaram a deflagração da Operação Sem Desconto pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), e resultaram nas demissões do então presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Os dados mostram que homens (35,1%) responsabilizam mais Lula do que mulheres (26,5%). A faixa etária de 25 a 34 anos é a que mais vê o presidente como principal responsável (33,4%), enquanto os idosos com 60 anos ou mais são os que menos o associam à fraude (27,9%).
A pesquisa também identificou que entre os mais escolarizados, ou seja, os que possuem ensino superior, a percepção de culpa atribuída a Lula é maior: 33,3%. Já entre os religiosos que participaram de celebrações nos últimos 10 dias, 31,5% responsabilizam o presidente, contra 29,4% daqueles que não participaram de cultos ou missas recentemente.
A maioria dos entrevistados (90,5%) afirmou conhecer o escândalo do INSS. O conhecimento aumenta conforme a idade: entre os jovens de 16 a 24 anos, 74,2% disseram estar informados sobre o caso, enquanto entre os maiores de 60 anos o índice sobe para 95,4%. O nível de conhecimento foi similar entre todas as regiões do país, variando entre 90% e 91,7%.
A pesquisa foi realizada de forma presencial, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais para os resultados gerais e grau de confiança de 95%. A margem de erro nas análises regionais varia de 4,2 a 5,8 pontos percentuais.
O escândalo do INSS segue em investigação, com novas fases da operação previstas para os próximos meses, à medida que a Polícia Federal aprofunda a análise sobre os indícios de fraudes que afetaram milhares de beneficiários em todo o país.
Por Patos Online
Com informações do Metrópoles
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