
Na manhã desta quinta-feira (18/12), a Polícia Federal deflagrou a Operação Hangar Fantasma, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa estruturada envolvida no tráfico interestadual de drogas, com atuação nos modais terrestre e aéreo, além de complexos esquemas de lavagem de dinheiro.
A operação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público da Paraíba e da Polícia Militar, mobilizando cerca de 150 policiais para o cumprimento de 63 mandados judiciais expedidos pela 2ª Vara Regional de Garantias do Tribunal de Justiça da Paraíba. Estão sendo executados 31 mandados de busca e apreensão e 30 mandados de prisão, sendo 23 preventivas e 7 temporárias, nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná e no Distrito Federal.
As investigações apontaram que a liderança do grupo comandava as ações criminosas de dentro do sistema penitenciário paraibano. Conforme apurado, a organização era responsável pela aquisição de aeronaves e pela logística de transporte de grandes carregamentos de cocaína provenientes das regiões Norte e Centro-Oeste, com destino ao Nordeste.
O grupo foi vinculado a três grandes apreensões recentes, que somam cerca de uma tonelada de entorpecentes, incluindo dois flagrantes de aeronaves com aproximadamente 400 quilos de cocaína cada, no estado do Tocantins, além de uma apreensão terrestre ocorrida na Paraíba.
Durante o inquérito, a Polícia Federal identificou uma sofisticada engenharia financeira utilizada para ocultar a origem ilícita dos recursos. Os investigados usavam “laranjas” e empresas de fachada, conhecidas como empresas fantasmas, para movimentar valores milionários e adquirir bens de alto valor, como aviões e veículos de luxo.
Como medida para descapitalizar a organização criminosa, a Justiça determinou o bloqueio de contas e ativos financeiros até o limite de R$ 4,8 bilhões, além do sequestro de diversos bens móveis e imóveis, com o objetivo de impedir o proveito econômico dos crimes e garantir o ressarcimento à sociedade.
Os investigados responderão pelos crimes de tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.
O nome da operação, “Hangar Fantasma”, faz referência ao modus operandi do grupo, que utilizava empresas fictícias e terceiros para registrar e ocultar a real propriedade de aeronaves e hangares, mantendo uma frota aérea praticamente invisível aos mecanismos de controle financeiro e de fiscalização.
Por Patos Online








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