
A educação pública paraibana segue sendo protagonista de histórias de superação, inclusão e transformação social. Um desses exemplos é o professor Francisco Anderson Mariano da Silva, natural do município de Conceição, no Sertão da Paraíba, que concluiu o Doutorado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Egresso da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Campus de Patos, ele convive com deficiência visual e construiu uma trajetória marcada pela perseverança e pelo compromisso com a educação pública.
Aos 38 anos, Francisco Anderson reside há cerca de 18 anos em Patos, cidade onde consolidou sua formação acadêmica, profissional e familiar. Filho de uma família humilde, encontrou na universidade pública o principal caminho de ascensão social e intelectual, tornando-se hoje professor substituto do Curso de Ciência da Computação da UEPB, no Centro de Ciências Exatas e Aplicadas (CCEA).
O ingresso na UEPB ocorreu em 2007, no curso de Licenciatura em Computação, concluído em 2011. Durante a graduação, participou de projetos de extensão e programas institucionais, como o Programa de Extensão em Informática Básica, voltado a estudantes da rede pública, além do Programa Hermes, fortalecendo sua vivência acadêmica e o compromisso com a comunidade local.
Paralelamente à vida universitária, conciliou os estudos com o trabalho em empresas privadas de Patos e, anteriormente, em Conceição, onde atuou como estagiário do Banco do Brasil e colaborador da Câmara Municipal. Também exerceu a docência em programas como PRONATEC, ProJovem Urbano, além de atuar como tutor do e-Proinfo e técnico administrativo da Escola Normal Dom Expedito Eduardo de Oliveira, entre 2017 e 2020.
A formação acadêmica avançou com a Especialização em Fundamentos da Educação, concluída entre 2013 e 2014, e o Mestrado em Ciência e Tecnologia em Saúde, finalizado em 2019, ambos pela UEPB. Já o doutorado pela UNIFESP foi homologado em 18 de dezembro de 2025, com pesquisa voltada à avaliação da qualidade de jogos sérios aplicados ao ensino na área da saúde, unindo tecnologia, educação e inovação.
O percurso até o doutorado foi ainda mais desafiador por ter ocorrido durante a pandemia da Covid-19, com todas as atividades realizadas de forma remota a partir da Paraíba, enquanto o programa é sediado em São José dos Campos (SP). O apoio do orientador, professor Tiago Silva da Silva, e a concessão de bolsa de estudos foram decisivos para a conclusão da pesquisa.
Mesmo convivendo com cegueira total no olho direito, condição presente ao longo de toda a sua vida acadêmica, Francisco Anderson nunca permitiu que a deficiência fosse um obstáculo. Pelo contrário, sua trajetória reforça a importância das políticas de inclusão no ensino superior e o papel das universidades públicas na democratização do conhecimento.
Atualmente, além de professor substituto da UEPB, ele integra projetos e grupos de pesquisa como o SEMPRE UEPB, Inteligência Artificial e Sociedade e o Interactive Applications Lab (Interapps). Casado com Yslenne e pai de Bernardo, de um ano, ele reafirma que sua história é fruto do esforço coletivo e do poder transformador da educação pública no interior da Paraíba.
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1), trecho bíblico que resume a fé e a caminhada de quem hoje se torna referência acadêmica e inspiração para novas gerações.
Agora, Francisco aguarda a chegada do diploma, após ter dado entrada em todos os processos burocráticos.
Por Patos Online
Com Colaboração: Francisco Anderson Mariano da Silva
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